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Virada: Democratas tomam cadeira republicana no Senado pela Carolina do Norte

Virada: Democratas tomam cadeira republicana no Senado pela Carolina do Norte

O democrata Roy Cooper derrotou Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano (RNC), nesta terça-feira, 3, conquistando uma vaga no Senado dos Estados Unidos pela Carolina do Norte, segundo projeções da Associated Press, NBC News e ABC News.

Ex-governador e um dos principais nomes do partido neste ciclo eleitoral, Cooper será o primeiro democrata eleito para o Senado dos EUA pela Carolina do Norte desde 2008. O estado era apontado como uma principais oportunidades de virada democrata, depois que o senador republicano Thom Tillis, que estava em seu segundo mandato, anunciou no ano passado que não concorreria à reeleição.

Cooper nunca perdeu uma eleição em sua carreira política de quatro décadas. Esta será sua primeira vitória em uma eleição federal, mas o político de 69 anos venceu seis eleições estaduais, cumprindo quatro mandatos como procurador-geral e o máximo de dois mandatos como governador.

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Os republicanos chegam à votação no comando das duas Casas. Na Câmara, o partido de Trump tem 218 deputados, enquanto os democratas ocupam 214 cadeiras. Com as 435 posições preenchidas, são necessários 218 parlamentares para formar uma maioria.

No Senado, os republicanos possuem 53 cadeiras, contra 45 dos democratas e duas de independentes que se alinham à oposição. Para assumir o controle, o bloco democrata precisa obter um saldo de quatro vagas e chegar a 51. Uma divisão de 50 a 50 favoreceria os republicanos, visto que o vice-presidente J.D. Vance tem o poder de desempatar votações.

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Diversas pesquisas indicam que o Partido Democrata tem tudo para “virar” a Câmara. Um modelo estatístico da revista The Economist apontou que a sigla tem 19 chances em 20 de conquistar a casa mais baixa do legislativo. Segundo o Cook Political Report, uma importante fonte de previsões eleitorais nos Estados Unidos, 40 das 435 cadeiras em disputa são “competitivas” — vencer cerca de metade delas daria aos democratas a maioria. Neste cenário, os dois últimos anos da presidência de Donald Trump seriam bem diferentes da primeira metade.

Quando saem todos os resultados?

Não existe uma resposta simples para essa pergunta. Nos Estados Unidos, não há uma autoridade eleitoral unificada como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro: cada estado é responsável pelo seu sistema de votação e pela contagem das cédulas. Os eleitores americanos podem votar presencialmente (seja durante o período de votação antecipada ou no dia da eleição); outros milhões votam por correio. As cédulas são físicas, em papel.

Às vezes, quando a disputa não é acirrada, é possível saber quase instantaneamente quem venceu. Veículos de imprensa, com destaque para a agência Associated Press (AP), projetam o vencedor com base em resultados preliminares e não oficiais. Em disputas mais acirradas, pode levar muitas horas, dias ou até semanas. Em 2024, segundo o Laboratório de Ciência e Dados Eleitorais do MIT, a maior parte dos votos foi contabilizada em cerca de oito horas. Após dois dias, todos os estados — com exceção da Califórnia — já haviam apurado mais de 75% dos votos.

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As cédulas em papel são, em geral, escaneadas por máquinas e seus dados são processados digitalmente. No entanto, essa etapa é acompanhada de contagens manuais parciais e auditorias com o intuito de verificar a precisão dos resultados.

Alguns estados contabilizam as cédulas enviadas por correio dias após a data da eleição, desde que elas tenham sido postadas até o dia do pleito — uma prática recentemente validada pela Suprema Corte americana. Em outros, as cédulas enviadas por correio que chegam no dia da eleição são processadas antecipadamente e os resultados são liberados logo após o encerramento da votação — geralmente, cerca de uma hora depois.

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Existem também períodos de regularização (“curing periods“, em inglês), que permitem aos eleitores garantir que seus votos sejam contabilizados, caso precisem fornecer informações adicionais ou confirmar a autenticidade de sua assinatura em uma cédula enviada por correio. Essas cédulas costumam ser as últimas a serem processadas.

Caso a diferença entre os candidatos seja muito pequena — geralmente menos de um ponto percentual —, o estado ou município pode acionar uma recontagem automática. Esse processo pode atrasar consideravelmente a divulgação dos resultados. Por isso, veículos de imprensa costumam evitar declarar um vencedor quando a margem está dentro do limite que prevê a recontagem.

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