O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para alfinetar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, ao analisar a postura do Judiciário nas eleições nacionais finalizadas no último dia 25.
H2 Atuação do colegiado e regras democráticas H3 O papel do TSE na garantia do pleito
Por meio de publicações na internet, o magistrado destacou a importância da atuação conjunta dos ministros da corte eleitoral.
“As eleições de 2026 evidenciaram a correção da antiga lição de que as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam. Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático”, postou em suas redes sociais.
H2 Cobrança por neutralidade e críticas a hesitações
Em tom mais direto, o decano fez menção ao comando do órgão responsável por organizar a votação, sem citar diretamente o nome do presidente da instituição.
“A institucionalidade, entretanto, não deveria precisar ser resgatada a cada eleição. De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe. Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros. Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável”, escreveu.
H2 Conflitos durante o segundo turno e divisão na corte
A manifestação faz referência aos impasses ocorridos no dia de votação do segundo turno. Na ocasião, a demora de Nunes Marques em avaliar denúncias da campanha de Lula sobre supostos boicotes no transporte público de eleitores em capitais como São Paulo e Salvador resultou em uma decisão do ministro Cristiano Zanin Martins, do STF, que estendeu o horário de votação em todo o país por duas horas.
As divergências entre Gilmar Mendes e Nunes Marques vêm público desde setembro, período marcado por trocas de mensagens ríspidas no WhatsApp motivadas por crises institucionais envolvendo investigações na corte. O episódio ilustra o racha na cúpula do Judiciário entre magistrados alinhados a Lula — como Moraes, Gilmar, Dino e Zanin — e o grupo indicado por Jair Bolsonaro, composto por Nunes Marques e André Mendonça.
















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