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Apartamento de luxo de Lulinha em São Paulo volta ao centro das atenções

Quebra de sigilo faz ressurgir o apartamento de luxo de Lulinha em São Paulo

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e atualmente residente em um resort de luxo na Espanha, concedeu recentemente uma procuração ao pai, o presidente Lula, e ao advogado e coordenador de campanha petista Marco Aurélio de Carvalho. O documento tem como finalidade gerenciar questões referentes à quebra de sigilo bancário do empresário, que registrou no documento o endereço de um conhecido apartamento na Avenida Juriti, situada na Vila Uberabinha, nas proximidades do Parque Ibirapuera.

Histórico do imóvel de alto padrão

Unidades residenciais situadas no mesmo edifício do apartamento associado a Lulinha possuem valores de mercado estimados entre 10 milhões e 16 milhões de reais. A relação do filho do presidente com o local é antiga, remontando ao período da Gamecorp e à sociedade com o empresário Jonas Suassuna, nome que também figurava como proprietário formal de parte do Sítio de Atibaia.

Investigações da Lava-Jato

Conforme apontado por investigações anteriores, o imóvel teria recebido reformas custeadas por terceiros, em um arranjo que os investigadores comparavam ao sítio no interior paulista. Na época das apurações, a força-tarefa levantou suspeitas sobre a origem da aquisição e as benfeitorias realizadas no local.

“Há indícios de que esse imóvel possa ter sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia depois para Fábio Luís Lula da Silva… É muito semelhante ao que aconteceu também no sítio de Atibaia”, disse o procurador Roberson Pozzobon, um dos integrantes da Lava-Jato durante a investigação.

Controvérsias sobre aluguel e reformas

Registros de 1916 indicavam que apenas a reforma do espaço utilizado por Lulinha demandou gastos de 1,6 milhão de reais. Relatórios periciais da Receita Federal, requisitados pela Polícia Federal, apontaram incompatibilidades na versão de que o ocupante pagaria uma locação mensal de 15.000 reais em um endereço cujo valor de mercado girava em torno de 40.000 reais.

Análises financeiras baseadas na quebra de sigilo demonstraram que, entre o final de 2013 e o início de 2016, foram identificados apenas 13 repasses referentes ao aluguel que deveria ter sido quitado mensalmente ao longo de 28 meses.

Embora grande parte desses episódios tenha sido afetada por decisões judiciais que anularam provas decorrentes de controvérsias processuais, o histórico patrimonial e as circunstâncias em torno da residência paulista continuam documentados nos relatórios da operação policial.

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