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Fim da escala 6×1 pode impulsionar alta de 30% em galpões logísticos

Fim da escala 6×1 pode disparar corrida por galpões logísticos

A reformulação da jornada de trabalho no país tem potencial para provocar uma corrida inédita por galpões logísticos no Brasil, impulsionando a procura por espaços de armazenagem em até 30%. O reflexo direto da alteração nas regras trabalhistas promete transformar os custos operacionais do varejo e reconfigurar a logística do e-commerce nacional.

Impacto na escala 6×1 e no varejo físico

As projeções indicam que as lojas físicas, sobretudo aquelas com funcionamento aos finais de semana, precisarão reestruturar escalas e contratar mais pessoal para manter as portas abertas. Em contrapartida, as vendas digitais devem direcionar um volume expressivo de operações para centros de distribuição localizados nos arredores dos grandes centros urbanos.

Para Renato Monteiro, fundador da Sort Investimentos, a alteração das jornadas poderá acelerar uma transformação que já estava em curso no varejo. “Uma loja de rua precisa manter funcionários durante todo o horário de atendimento, inclusive aos sábados e, em muitos casos, aos domingos”, afirma. A companhia gerencia um montante superior a 3 bilhões de reais em ativos do setor.

Mercado imobiliário com baixa vacância

Essa nova demanda chega em um momento de alta restrição de oferta no mercado imobiliário corporativo. Dados da consultoria CBRE mostram que o índice de espaços vagos em armazéns de São Paulo recuou para 4% no terceiro trimestre. Entre janeiro e setembro, o volume de áreas locadas atingiu a marca histórica de 3 milhões de metros quadrados, puxado majoritariamente pelas empresas de comércio eletrônico, enquanto os valores de locação para imóveis de alto padrão registraram alta de 8% na comparação anual.

Novas regras da Emenda Constitucional 141

A reestruturação da jornada foi oficializada por meio da Emenda Constitucional 141, promulgada no dia 16 de outubro. A partir de dezembro, os profissionais passam a contar com dois dias de descanso semanal remunerado. Além disso, o limite máximo de trabalho semanal será reduzido de 44 para 42 horas inicialmente, atingindo 40 horas após doze meses, sem qualquer corte nos salários.

A expansão projetada de até 30% na procura por imóveis representa uma estimativa de mercado e está condicionada à adaptação dos comerciantes e ao avanço das vendas virtuais. Diante da escassez de áreas disponíveis e da pressão financeira sobre os estabelecimentos físicos, a disputa por armazéns estratégicos deve se intensificar consideravelmente nos próximos anos.

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