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Davi Alcolumbre falha em mapear onda de direita e preocupa STF

O papel de Alcolumbre na mensuração do risco de impeachment de Alexandre de Moraes

Enquanto se dedicava a apoiar os aliados locais em seu estado natal, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) cumpria uma tarefa reservada e de grande relevância política. A missão consistia em analisar e mensurar o avanço de candidaturas conservadoras ao Senado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Relação com ministros e previsões otimistas Mantendo trânsito livre com o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes da Suprema Corte, que avaliavam estar sob risco político caso o cenário eleitoral fosse desfavorável, o parlamentar amapaense entregou avaliações consideradas otimistas e brandas aos magistrados, falhando em antecipar o avanço expressivo da direita no Poder Legislativo.

O crescimento do PL e a nova força no Congresso Superando até mesmo as previsões mais favoráveis do próprio partido — que projetava controlar cerca de um quarto da Casa apostando na impopularidade do Judiciário —, a legenda ligada a Flávio Bolsonaro conquistou 19 vagas. Entre os eleitos estão nomes de destaque do conservadorismo como Bia Kicis (DF), Filipe Barros (PR), Carlos Jordy (RJ) e Gustavo Gayer (GO), que centraram suas campanhas na defesa de sanções contra membros da cúpula judicial. Somado aos nove assentos já existentes, o partido alcançou 28 parlamentares, consolidando 34% de representação no Senado.

Articulação pró-impeachment e reação no Supremo Unido a siglas como o Novo e a parlamentares de diferentes correntes partidárias inclinados a impor limites à atuação do STF, o grupo favorável ao afastamento de ministros alcançou mais de 60% da composição do Senado. O resultado gerou forte reação nos bastidores do tribunal, onde aliados foram acionados e lembretes sobre decisões favoráveis emitidas pela Corte no passado recente começaram a circular entre os políticos.

Impacto político regional Vale ressaltar que os candidatos apoiados diretamente por Alcolumbre no Amapá, Randolfe Rodrigues e Clécio Luís, acabaram derrotados nas urnas, complicando ainda mais o cenário político para o senador, que busca a recondução ao comando da Casa em fevereiro.

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