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Clínica de estética no Rio é investigada por cirurgias ilegais

‘Bumbum de ouro’: clínica de estética é alvo de operação por procedimentos irregulares no Rio

Uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada nesta quinta-feira, 22, mirou um estabelecimento de estética localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sob a suspeita de executar intervenções cirúrgicas clandestinas. De acordo com o inquérito, indivíduos sem a devida habilitação profissional conduziam as cirurgias, resultando em graves complicações de saúde relatadas pelas vítimas.

Apreensão de sedativos e relato de vítima

As investigações avançaram no começo deste mês após uma denúncia formal, momento em que os agentes apreenderam 16 ampolas de um medicamento controlado empregado em sedações. Uma das frequentadoras do local contou ter passado por um “hidrolifting”, técnica que consiste na extração de gordura abdominal seguida de enxerto nos glúteos. A cliente denunciou que a cirurgia foi executada por uma estudante de medicina ainda sem diploma, que lhe aplicou sedativos a ponto de fazê-la desmaiar três vezes durante a sessão.

Propaganda enganosa e dores intensas

A mesma paciente sofreu sequelas pós-operatórias, manifestadas por fortes dores e nódulos na região glútea, quadro ratificado por laudo de exame de corpo de delito. A investigação descobriu que o estabelecimento divulgava o serviço por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens com o apelo de entregar o “bumbum de ouro”. Em conversas de grupos formados por clientes, multiplicavam-se os relatos de sofrimento físico agudo durante as aplicações.

“Eu sei que dói tanto que doeu muito mais do que quando tive minha filha, usei esse termômetro de dor”, diz uma das pacientes na conversa.

Desvio de identidade e crimes apurados

Paralelamente à apuração principal, a polícia examina o uso fraudulento de credenciais de um profissional apontado falsamente como responsável técnico da clínica. Durante o interrogatório, o médico rechaçou qualquer consentimento para o emprego de seu nome e carimbo no local. Os investigados poderão responder judicialmente por exercício ilegal da medicina, lesão corporal, colocação da vida ou saúde de terceiros em risco, falsificação de documentos e infrações contra as relações de consumo.

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