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Milei equipara socialismo a fascismo na Espanha sob o olhar de Pedro Sánchez

Diante de Pedro Sánchez, Milei compara socialismo ao fascismo em cúpula na Espanha

O presidente da Argentina, Javier Milei, aproveitou a 30ª Cúpula Ibero-Americana, realizada nesta quinta-feira, 5, em Madri, para equiparar o socialismo ao fascismo. A declaração ocorreu na Galeria das Coleções Reais, museu situado ao lado do Palácio Real, tendo como ouvinte o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, com quem mantém um histórico de forte atrito político.

Confronto ideológico na capital espanholes Durante seu discurso, o líder sul-americano criticou duramente o avanço de pautas progressistas no continente europeu. “Essa equivalência entre socialistas e fascistas não é casual, eles compartilham o ódio pelo livre mercado, adoram a intervenção do Estado, estatizam empresas, regulam a economia, controlam os meios de comunicação e se dedicam a espalhar propaganda e doutrinação”, afirmou.

Em outro trecho de sua intervenção, o mandatário argentino reforçou a tese de que os dois sistemas políticos compartilham essências semelhantes. “O socialismo é fascista na política, e o fascismo é socialista na economia”, insistiu.

Reação do governo local e tensões prévias A participação no evento multilateral ocorreu apenas duas semanas após o argentino chamar o premiê de “ditador inadmissível” e “corrupto”. Antes do início da sessão plenária, ambos trocaram um cumprimento formal e distante.

Questionado após o término do evento sobre os ataques, o premiê evitou inflamar ainda mais o debate público. “Entendo que os presidentes estão aqui para unir os países, particularmente quando estamos em espaços multilaterais como este, e o insulto não faz parte da minha maneira de agir nem da minha forma de entender a política”, declarou o chefe de governo da Espanha.

Articulações políticas e baixa adesão de mandatários Ainda em solo espanhol, o líder argentino se encontrou na noite anterior com Santiago Abascal, presidente da legenda de extrema direita Vox, às vésperas das eleições gerais marcadas para 29 de novembro.

O fórum internacional reuniu delegações de 22 nações, mas contou com a presença de apenas sete chefes de Estado latino-americanos, registrando as ausências notáveis de figuras como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a mexicana Claudia Sheinbaum.

Participação ucraniana e acordos multilaterais À margem das negociações oficiais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, esteve presente na capital espanhola para dialogar com autoridades locais e mandatários convidados, solicitando apoio internacional para recuperar a infraestrutura elétrica de seu país atingida por ofensivas russas.

Ao término da cúpula, os representantes firmaram a Declaração de Madri, documento que estabelece as bases para uma aliança voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial baseada em bases de dados em português, espanhol e dialetos nativos. A próxima edição do evento multilateral ficou agendada para 2028, em Honduras.

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