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Fazenda busca regras fiscais mais rígidas sem abandonar programas sociais

Durigan diz que ‘não há fórmula mágica, e sim manutenção’ dos compromissos fiscais

O governo federal pretende endurecer as diretrizes fiscais e otimizar o desempenho das contas públicas nos próximos anos, mantendo intactas as promessas sociais e de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 5, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após um longo encontro no Palácio da Alvorada.

Alinhamento econômico na Alvorada

A reunião durou cerca de quatro horas e reuniu o chefe do Executivo, ministros e economistas para debater o panorama financeiro do país, embora tenha encerrado sem o anúncio de ações práticas imediatas.

“Não nos parece haver fórmula mágica, e sim manutenção dos compromissos fiscais”, afirmou Durigan à imprensa.

Segundo o ministro, os participantes alcançaram consenso a respeito das avaliações e das rotas a serem seguidas na economia. A estratégia central consiste em aperfeiçoar os sistemas de contenção de despesas e consolidar as normas vigentes, visando progressos tanto nas metas sociais quanto no saldo primário estatal.

Próximos passos e agenda internacional

O titular da Fazenda destacou que continuará desenvolvendo propostas em conjunto com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O material será entregue a Lula após o retorno da viagem internacional que o presidente fará na próxima semana para a COP31, sediada na Turquia.

Embora não tenha fixado um prazo para finalizar as sugestões, a autoridade econômica reiterou que o objetivo é blindar o arcabouço fiscal e assegurar a meta de resultado primário projetada para 2027 dentro do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Juros altos e qualidade dos gastos

Os debates também abordaram o patamar elevado da taxa básica de juros no território nacional e as instabilidades externas que afetam o custo de vida dos cidadãos. Diante desse cenário, a gestão federal pretende aprimorar a eficiência das despesas públicas.

A proposta envolve a revisão de prioridades e o direcionamento de verbas para iniciativas consideradas estratégicas, conciliando a responsabilidade fiscal com a entrega de resultados primários progressivamente melhores a cada ano.

Presenças de peso no debate

O encontro contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e de importantes nomes da Esplanada, como a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e a ministra da Gestão, Esther Dweck.

Também estiveram presentes o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, além do empresário Eduardo Moreira e da economista Laura Carvalho.

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