Riachão-Ma

Bom para se visitar, melhor para se morar!

Advertisement

Relação entre Brasil e EUA pode seguir tensa sem Trump

Relação entre Lula e EUA pode não melhorar mesmo com derrota de Trump nas eleições de meio de mandato, diz especialista

As relações diplomáticas entre Brasília e Washington enfrentam uma de suas fases mais complexas em dois séculos de história, e uma eventual derrota do presidente Donald Trump nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos não deve alterar esse cenário de forma automática.

O peso do Poder Executivo na política externa

De acordo com o professor de Relações Internacionais Alfredo Nyegray, a condução da política externa americana permanece sob a responsabilidade do Executivo. Portanto, mesmo que o Partido Democrata assuma o controle da Câmara dos Representantes ou do Senado, os impactos práticos sobre a diplomacia com outros governos serão restritos.

“Câmara ou Senado podem, sim, dificultar um pouco a atuação do Executivo, mas isso não vai fazer com que a relação entre os dois países melhore automaticamente”, afirmou o especialista durante participação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.

Possíveis barreiras e acenos dos democratas

Embora uma nova configuração no Legislativo possa criar obstáculos para a gestão atual em várias áreas, o especialista ressalta que isso não garante uma reaproximação com o Brasil. Uma das poucas consequências práticas seria a imposição de dificuldades na aprovação de indicados para cargos governamentais.

“Os democratas podem fazer acenos ao governo brasileiro”, afirmou. No entanto, embora gestos dessa natureza possam amenizar momentaneamente o clima de atrito, eles não configuram uma transformação real na diretriz da diplomacia dos Estados Unidos.

Histórico de declarações e perspectivas futuras

O contexto diplomático também é marcado por episódios políticos sensíveis, como quando Trump utilizou o sistema eleitoral do Brasil para criticar o modelo de votação e contagem de votos em seu próprio país, elogiando a rapidez brasileira frente à lentidão americana.

Apesar de fatores simbólicos e divergências públicas, o núcleo da questão permanece na centralidade do poder executivo norte-americano. Para o docente, expectativas de uma guinada positiva nas ligações bilaterais continuam improváveis, independentemente do equilíbrio de forças no Congresso dos Estados Unidos.

“Uma melhoria das relações aí eu acho muito difícil que a gente possa efetivamente afirmar isso, infelizmente”, concluiu.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *