O principal índice da B3 registrou alta de 1,39% nesta sexta-feira, 6, alcançando a marca de 168,4 mil pontos. O desempenho positivo representou um movimento de recuperação técnica após o mercado acionário enfrentar perdas superiores a 1% ao longo da semana. Além disso, os negócios refletiram a repercussão da recente decisão do Copom, que optou por manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.
Reação do mercado aos juros
A manutenção da taxa básica pelo Banco Central gerou diferentes leituras entre os especialistas financeiros. A postura da autoridade monetária foi avaliada pelos investidores locais.
“A decisão de política monetária no Brasil foi bem recebida pelos agentes econômicos, refletindo a percepção de uma atuação técnica e coerente do Banco Central”, afirma Rafael Pastorello, portfólio manager do banco Sofisa. “Em contrapartida, o comunicado destacou os desafios de ambientes doméstico e externo aínda marcados por elevada incerteza e persistentes pressões inflacionárias.”
Cautela fiscal e desempenho dos bancos
Apesar do ganho diário, a cautela ainda prevalece entre os aplicadores, que monitoram os próximos passos da economia nacional. O cenário político e fiscal continua no radar.
Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, explica que “o mercado ainda aguarda informações sobre ajuste fiscais vindo de Brasília, sendo um evento relevante que pode modificar a precificação de forma relevante e aumentar o volume negociado.”
Entre os papéis de maior relevância na B3, o setor bancário teve forte influência no resultado positivo. O Banco do Brasil (BBAS3) destacou-se com a maior alta do segmento, avançando 4,06%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que subiu 2,98%, e pelo Itaú (ITUB4), com ganho de 1,68%. Na contramão, o Santander (SANB11) registrou queda de 1,50%.
Comportamento do dólar
No mercado de câmbio, a moeda americana fechou o dia em leve alta, cotada a 5,50 reais, atingindo o patamar mais elevado desde dezembro de 2025.
O movimento foi influenciado pelo cenário internacional, após a publicação de dados de emprego nos Estados Unidos superarem amplamente as projeções do mercado.
“Como consequência, aumentaram as apostas de elevação dos juros na próxima reunião do Fed, fortalecendo a moeda americana globalmente e pressionando o real”, diz Pastorello.
















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