O debate da TV Globo realizado nesta sexta-feira, 23, foi marcado por revisões de posicionamentos do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar reformulou declarações e votos antigos ao ser confrontado com temas de forte apelo social.
Mudança de voto sobre a licença-maternidade
A primeira mudança de rumo ocorreu quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou a atuação legislativa do senador no Rio de Janeiro. No ano de 2009, Flávio atuava como deputado estadual e foi a única voz contrária, entre os 55 parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), à proposta que estendia o período de afastamento remunerado de servidoras públicas de quatro para seis meses.
Diante do questionamento no confronto televisivo, o senador justificou a mudança de perspectiva: “Votei acreditando que isso pudesse dificultar emprego. Depois que casei e tive filhas, sei da importância da licença-maternidade e, hoje, votaria completamente diferente”, falou.
Apoio à tarifa zero aos finais de semana
Outra guinada no discurso envolveu a gratuidade no transporte coletivo urbano defendida pelo governo federal. Poucos dias antes, em 15 de setembro, o candidato havia feito piada com o tema durante uma transmissão ao vivo com apoiadores na internet: “Hoje o Lula prometeu que vai dar ônibus de graça. E agora a gente descobriu por que é que a picanha ainda não chegou. Porque a picanha está vindo de ônibus”, falou.
No entanto, no palco do debate, o tom foi oposto ao adotado na rede social. O postulante ao Palácio do Planalto defendeu explicitamente a gratuidade para a população: “Eu sou a favor da tarifa zero para os ônibus aos finais de semana. Eu sou super a favor disso, eu acho que o trabalhador merece sim ser ter o transporte gratuito”, afirmou.
As alterações de rumo em pautas de bem-estar social evidenciam o esforço do candidato em amenizar desgastes do histórico legislativo e atrair fatias mais amplas do eleitorado na reta final da campanha.
















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