O carnavalesco Milton Cunha utilizou as redes sociais para se retratar com a cantora Pabllo Vittar, dias após fazer críticas à artista durante sua participação no programa Blogueirinha Entrevista, exibido pelo canal Multishow na segunda-feira, 19. Em uma nova gravação divulgada ao público, ele admitiu ter falhado ao propagar uma frase inverídica e ao classificar a celebridade erroneamente como mulher trans.
Entenda a polêmica no talk show
Durante a atração comandada por Blogueirinha, o comentarista de carnaval declarou que a intérprete teria afirmado ser “a primeira trans a desfilar em um carro”. Na mesma ocasião, ele reprovou a suposta ausência de menção a pioneiras como Rogéria, Valéria, Heloína e Jane di Castro. “Eu digo: ‘Meu Deus, ela não sabe nada da história’”, afirmou na ocasião.
Apresentadora corrigiu informação ao vivo A própria apresentadora do programa interveio prontamente para ponderar a fala do convidado. “Mas ela é drag, não é trans. Então ela não falou isso”, respondeu a apresentadora. Cabe destacar que Pabllo Vittar atua como drag queen, sendo um homem cisgênero gay que emprega indumentárias, perucas e maquiagem para dar vida a um personagem artístico, configurando uma performance de entretenimento e não uma identidade de gênero.
O pedido de desculpas oficial
No vídeo de retratação, o profissional detalhou os deslizes cometidos diante das câmeras. “Eu cometi um erro grosseiro com a estrela da música brasileira e internacional Pabllo Vittar”, declarou. Em seguida, ele especificou os equívocos: “Eu atribuo à Pabllo primeiro uma fala que ela não disse. Passou sete anos e eu me ferrei, não era verdade”, afirmou na gravação. “E atribuo a ela a ideia de ser trans. A denominação trans não cabe para a Pabllo.”
Contexto histórico da artista no carnaval A trajetória da musicista na folia momesca inclui uma passagem marcante pela Beija-Flor de Nilópolis no Carnaval de 2018, ano em que a agremiação conquistou o título com o enredo Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar, Os Filhos Abandonados da Pátria Que Os Pariu. Na época, em conversa com Fátima Bernardes após o desfile, a cantora declarou: “Fiquei muito emocionado porque foi a minha primeira vez na Sapucaí, em uma escola que eu amo e respeito muito, que é a Beija-Flor, que sempre traz temas de grande importância. E cantar um hino como esse, passando o que eu já passei na minha infância, só me revigorou ainda mais para continuar esse 2018 com toda a garra”.
Por fim, ao refletir sobre o episódio e a relevância da diversidade, Milton Cunha ponderou sobre a situação da comunidade LGBTQIA+. “A gente é uma comunidade muito visada, muito perseguida”, pontuou. O carnavalesco encerrou a mensagem com uma perspectiva construtiva: “O erro não nos estaciona. A gente vai pedindo desculpas e avançando na construção de um mundo melhor e de uma sociedade mais justa.”
















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