A divulgação da nova pesquisa Quaest está marcada para esta quarta-feira, 21, por volta das 10h, trazendo um raio-X detalhado sobre as expectativas da população para o próximo governo e a avaliação dos temas centrais da campanha presidencial. Apenas quatro dias antes do segundo turno, marcado para o domingo, 25 de outubro, o levantamento medirá as intenções de voto no confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Expectativas e prioridades da população
O questionário aplicado pelo instituto busca entender quais são os principais anseios dos cidadãos para o período pós-eleitoral. Entre as alternativas apresentadas aos entrevistados estão o aumento da renda, a preservação do emprego, a quitação de dívidas, a recuperação do poder de compra, a redução de tributos e a melhoria na segurança pública.
A sondagem também confronta visões sobre o perfil ideal de um líder nacional, avaliando o peso dado à busca por mudanças em contraponto à estabilidade, além de ponderar o reforço de auxílios sociais frente à diminuição de impostos e o equilíbrio entre direitos trabalhistas e estímulos ao setor empresarial. A disputa econômica também será esmiuçada para saber quem possui mais aptidão para baratear a cesta básica, combater o endividamento doméstico e preservar programas de assistência.
Avaliação de medidas governamentais e polêmicas
Outro eixo do estudo examina a recepção popular a ações divulgadas recentemente pela gestão petista, questionando se o eleitor as enxerga como essenciais ou como estratégias eleitoreiras voltadas à recondução ao cargo.
O impacto de seis acontecimentos marcantes do primeiro turno também foi medido: a expansão do Bolsa Família, as restrições impostas às bets, a discussão sobre o fim da escala 6×1, o caso do Banco Master, as acusações contra ministros do STF e a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Os participantes apontaram quais desses tópicos pesaram mais e se eles alteraram a preferência partidária ou consolidaram uma decisão prévia.
Análise de imagem dos candidatos
No campo da rejeição e das projeções políticas, a Quaest questionará se uma eventual administração de Flávio Bolsonaro superaria, igualaria ou ficaria abaixo da gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No caso de Lula, a comparação será feita entre um novo mandato e a atual gestão.
O instituto ainda mapeia o sentimento de temor do eleitorado diante da possibilidade de retorno do clã Bolsonaro ao poder ou da continuidade do petista, além de apurar o prognóstico sobre o vencedor da disputa e a percepção de ameaça à democracia.
Metodologia do levantamento
O estudo ouviu 2.154 pessoas de forma presencial entre os dias 17 e 20 de outubro. O levantamento possui margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um grau de confiabilidade de 95%. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o protocolo BR-08535/2026, com financiamento da emissora Globo.
















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