O cenário político brasileiro nos legislativos estaduais é amplamente dominado por forças conservadoras, sendo o Ceará a única exceção no mapa nacional.
A hegemonia conservadora nas assembleias
Um estudo recente mapeou a distribuição partidária nos parlamentos e revelou que 26 estados contam com bancadas majoritariamente de direita. O Amazonas se destaca nesse cenário, com cerca de 91% a 92% das vagas ocupadas por legendas desse espectro. Em dez estados, a direita detém de 50% a 75% das cadeiras, enquanto em outras 16 unidades federativas essa proporção ultrapassa a marca de 75%.
O peso da extrema direita nos estados
O levantamento também separou os partidos de direita daqueles alinhados à extrema direita. Ao todo, 379 deputados estaduais foram eleitos por essas legendas, representando cerca de 36% do total de parlamentares. Em cinco regiões — Tocantins, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Acre e Roraima —, os partidos desse campo político conquistaram a maioria absoluta nas respectivas casas legislativas.
Variações regionais e impacto político
Apesar do fortalecimento generalizado, o crescimento não ocorreu de forma idêntica em todo o território. Enquanto dezesseis estados viram a representação da extrema direita subir — como Mato Grosso do Sul, com alta de 140%, e Rio Grande do Norte, com 80% —, outras regiões como Amazonas, Bahia, Tocantins e Goiás registraram queda.
A predominância conservadora nos parlamentos estaduais fortalece a capacidade de articulação para aprovar projetos e fiscalizar os chefes do Executivo estadual, refletindo diretamente as tendências observadas nas disputas para o governo e para a presidência da República.
















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