O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) classificou como o pior da história o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo, 18, pela Band. Em vídeo publicado nas redes sociais, o político criticou a troca de acusações entre os dois presidenciáveis e afirmou que nenhum deles respondeu objetivamente às perguntas do adversário.
Críticas às ofensas mútuas
Para o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), os participantes utilizaram escândalos de corrupção do rival para fugir dos questionamentos reais feitos durante o programa televisivo.
“Uma sequência de xingamentos”, reclamou. “Meia hora, 30 minutos de xingamentos do Lula contra o Flávio, do Flávio contra o Lula”, afirmou Renan.
Ele ainda pontuou a dinâmica das discussões: “Quando um era questionado pelo outro sobre um escândalo, ele respondia com outro escândalo. E ele estava certo com a resposta, porque realmente o outro estava envolvido nesse escândalo. Mas ninguém conseguiu se defender de nenhum escândalo de corrupção”, disse.
Foco em redes sociais
Quarto colocado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com 2,24% dos votos, cerca de 2,675 milhões de votos, Renan afirmou que Lula e Flávio deveriam ter respeitado os eleitores ao responder às perguntas feitas durante o confronto.
“O Brasil precisava saber tudo aquilo que foi perguntado de um para o outro. É dinheiro público, é uma nação, uma das maiores nações do mundo”, declarou.
Na avaliação do ex-candidato, o debate deixou de lado os problemas do país e se transformou em uma disputa pela produção de trechos que pudessem ser usados nas redes sociais.
“É um duelo para cada um gerar cortes para os seus próprios seguidores. E aí cada um canta a vantagem: ‘Eu ganhei, eu ganhei, humilhei o outro’. Mas você foi esquecido”, afirmou Renan, dirigindo-se aos eleitores.
Trajetória política
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014, Renan ganhou projeção nacional durante a mobilização pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Em 2025, liderou a criação do partido Missão, pelo qual disputou pela primeira vez a Presidência da República neste ano.
















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