As forças de segurança pública do Paraná começaram a avaliar um sistema desenvolvido em Israel voltado para o rastreamento, monitoramento e a neutralização de aeronaves não tripuladas que operem sem autorização.
Avaliação na região metropolitana
Os testes práticos com o sistema Sentrycs estão sendo realizados na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), situada em São José dos Pinhais, município que integra a Região Metropolitana de Curitiba, com o acompanhamento de agentes estaduais.
Funcionamento por radiofrequência
O aparelho, introduzido no país por intermédio da empresa M1, emprega sinais de radiofrequência para rastrear os dispositivos no ar, captando dados essenciais como velocidade, altitude, coordenadas exatas e o paradeiro de quem pilota o equipamento. Em cenários específicos, a ferramenta consegue ainda interceptar o comando do veículo aéreo e conduzi-lo a uma aterrissagem controlada e segura, dispensando qualquer tipo de destruição física.
O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, pontuou que o recurso tem potencial para aplicação em missões táticas e aglomerações públicas de grande porte.
“Buscamos sempre soluções que ampliam a capacidade de atuação das nossas forças de segurança, principalmente diante de novas ameaças. Uma tecnologia como essa pode contribuir para a proteção de áreas estratégicas, grandes eventos e operações policiais. Nosso objetivo é conhecer, testar e avaliar ferramentas que possam trazer ainda mais segurança à população paranaense”, destacou.
Novas regras do espaço aéreo
A iniciativa de testar o bloqueador acontece simultaneamente às diretrizes estabelecidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), que passou a exigir liberação prévia de voo por meio da plataforma Sarpas para qualquer modelo de drone, incluindo os aparelhos recreativos com menos de 250 gramas.
O Comando de Aviação de Polícia Militar do Paraná (Comav) esclarece que a contagem do peso engloba eventuais acessórios conectados ao equipamento e que, para modelos superiores a 250 gramas, o registro prévio no Sistema de Aeronaves não Tripuladas da Agência Nacional de Aviação (Anac) permanece obrigatório.
Sempre que helicópteros ou aviões tripulados das polícias estiverem em ação, o espaço aéreo ao redor é classificado como zona sensível, sendo terminantemente proibida a circulação de drones. Quem desrespeitar as regras e atrapalhar trabalhos de salvamento ou policiamento fica sujeito a vistorias policiais, sanções financeiras, perda do equipamento e responsabilização nas esferas administrativa e criminal conforme a lei aeronáutica.
















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