O Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta preste esclarecimentos no prazo de 48 horas após a equipe do candidato Luiz Inácio Lula da Silva formalizar denúncias sobre restrições e suposta manipulação de visibilidade nas redes sociais durante o pleito.
Contexto da disputa e acusação de cerceamento A controvérsia veio à tona logo após o primeiro turno da votação, cenário em que o senador Flávio Bolsonaro registrou 47% dos preferenciais, superando o atual ocupante do Planalto, que obteve 45%, a despeito das projeções demoscópicas anteriores.
Os representantes legais do governo sustentam que houve restrições direcionadas, incluindo barreiras para impulsionamento no Instagram e interrupções atípicas na contagem de visualizações de materiais publicados pelo candidato petista.
Reação da corporação multinacional Em mensagem enviada à AFP, o escritório da Meta no Brasil declarou que cumpre as regras eleitorais e que “as alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”.
A companhia responsável pelo Facebook, WhatsApp e Instagram também argumentou que “muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas”, reforçando o argumento de neutralidade sistêmica.
Investigação detalhada solicitada pela corte Diante dos questionamentos apresentados pela coligação, o tribunal exigiu que a empresa tecnológica detalhe, “perfil a perfil, todas as medidas aplicadas” às páginas oficiais vinculadas ao chefe do Executivo, além de justificar eventuais distorções métricas em vídeos institucionais.
Alinhamentos internacionais e estratégia digital A disputa ocorre em meio a um esforço redobrado da candidatura governista no ambiente digital para o segundo pleito, marcado para 25 de outubro, com foco na soberania nacional e em supostas articulações externas envolvendo aliados da família opositora.
“Não temos prova desse vínculo concreto, formal”, declarou à AFP Éden Valadares, secretário de comunicação do Partido dos Trabalhadores.
















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