A Meta — big tech que controla WhatsApp, Facebook e Instagram — disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cumpriu as ordens da Corte para tratar as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) de forma igual nas redes sociais. A manifestação ocorreu após acusações de que publicações petistas sofriam barreiras digitais injustas.
Investigação sobre a inteligência artificial A controvérsia ganhou força quando a coligação de Lula acionou a Justiça alegando restrições de circulação e exclusão indevida de perfis de apoio. Além disso, a ferramenta de inteligência artificial da Meta se negava a cumprir comandos ligados a Lula e ao PT. O sistema chegou a recusar pedidos de criação de artes visuais para ambos os candidatos durante as apurações.
Defesa e novas medidas da big tech Na resposta, enviada pouco após as 22h30 da segunda-feira, 19, a Meta discorre item por item sobre os questionamentos apontados pelo TSE, afirmando que cumpriu as ordens estabelecidas. Como alternativa aos erros algorítmicos, a empresa implementou uma verificação manual para publicações oficiais de campanha.
A Meta disse que uma pessoa analisará restrições em até duas horas, mas não deu detalhes sobre o tamanho da equipe de moderação, nem quem são essas pessoas.
Reunião com a justiça eleitoral A primeira decisão do TSE foi dada na sexta, 16, obrigando a big tech a mudar esse tratamento sob pena de uma multa diária de meio milhão de reais, sobretudo por conta da proximidade do segundo turno. A Meta publicou um comunicado em seu site admitindo falhas, mas disse que não houve intencionalidade por parte da companhia.
Na sequência dos fatos, a companhia buscou o gabinete responsável para apresentar evidências de conformidade. A Meta pediu uma reunião nesta terça, 20, com o ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira, autor da decisão, para mostrar as provas de que obedeceu à Justiça Eleitoral.
















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