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Amiga de Lulinha acusa Lula de mentir sobre reuniões com ministros

Amiga de Lulinha diz à CNN que Lula mentiu e que filho de presidente se reuniu com ministros

A advogada Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, fez graves acusações contra o presidente da República em entrevista recente, afirmando que o chefe do Executivo mentiu sobre as atividades de seu filho.

Encontros frequentes com o governo Segundo a lobista, o primogênito do presidente participava rotineiramente de reuniões com ministros de Estado, desmentindo publicamente a versão oficial do Palácio do Planalto.

“É público, é notório que o Fábio Luís, o Lulinha, inúmeras vezes esteve com ministros, inclusive viajou para a casa de ministro, do ministro Camilo [Santana]. Então, Lula é um grande mentiroso quando fala ‘ela é uma pilantra, mas meu filho não. Meu filho jamais se sentava com ministro’. Mas o filho dele sentava semanalmente com ministro, seja para trocar figurinha, para trocar qualquer tipo de diálogos”, declarou.

Negócios e articulações políticas A investigada também relatou que o grupo atuava nos bastidores para viabilizar a comercialização de extrato de maconha medicinal, o canabidiol, buscando contratos bilionários junto ao Ministério da Saúde.

Em sua defesa contra ataques públicos, Luchsinger expressou forte indignação com os rótulos recebidos e mencionou o temor pela integridade de sua família.

“A partir do momento em que o presdiente da República marca na minha testa que eu sou uma pilantra, ele abre e dá um apito para todo esse tipo de agressão. Qualquer coisa que acontecer comigo vai ter a mão do Presidente da República, vai ter o X que ele fez na minha testa. Sou uma mulher sozinha. Ele está me jogando dentro de um circo com leões para eu ser devorada. Uma atitude covarde, de mau caráter, que é o que ele é”, desabafou.

Mansão em Brasília e conexões A residência alugada pela advogada na capital federal servia como ponto de encontro para figuras influentes da administração pública. Pelos relatos, o esquema contava com articulações informais para furar filas de agendas ministeriais através do ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

“Muitos pediam apoio em relação ao chefe de gabinete, em função da dificuldade que a maioria dos ministros têm ou tinham na época, em relação ao Presidente, recorriam a mim para que ajudasse com o Marcola para conseguir uma agenda, ou prioridade”, pontuou.

Perspectiva de delação premiada Diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que apontam a existência de um núcleo permanente formado por Roberta, Lulinha e Fernando Bittar para intermediar interesses privados, a defesa estuda colaborar com a Justiça. A investigada reforçou que não pretende assumir sozinha a responsabilidade pelos atos sob apuração.

“Não serei eu o boi de piranha que tanto querem, colocar tudo em cima de mim. Então assim: o que eu fiz, se for crime, vou responder ao devido processo legal. Na minha cabeça não existe crime. Eu, como investigada por ele [Lula] fui condenada. É um mau caráter, um canalha, um covarde, com uma mulher que tem duas filhas e nunca fez um mau para esse país e nem para ele”, concluiu.

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