Imagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) no aparelho telefônico de Nailze Ribeiro desmentiram a versão apresentada pela porteira sobre a participação dela nos atos de 8 de janeiro de 2023. As gravações comprovam que a manifestante esteve nas dependências internas do Senado Federal durante os ataques em Brasília.
Contradição entre a carta e os arquivos periciados
Em sua defesa formal, a mulher chegou a encaminhar uma carta na qual sustentava nunca ter ingressado em qualquer um dos prédios públicos vandalizados na Praça dos Três Poderes. Contudo, a perícia realizada nos dispositivos eletrônicos apreendidos desarticulou o argumento defensivo ao localizar arquivos em vídeo gravados a partir do próprio telefone da acusada no interior da Casa legislativa.
Agravamento da acusação pela PGR
A constatação técnica de que a ré efetivamente ocupou o espaço interno do Congresso levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a endurecer sua postura. Com o relatório pericial em mãos, o Ministério Público Federal ampliou o escopo da acusação criminal contra a porteira, imputando elementos mais graves às ações desempenhadas por ela durante as invasões.
O conjunto probatório resultante do laudo da PF foi determinante para reforçar o processo judicial, que culminou na condenação de Nailze pelo envolvimento nos protestos violentos na capital federal.
















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