Uma força-tarefa composta pelas polícias Civil e Militar deflagrou, nesta sexta-feira, 6, a segunda fase da Operação Sinal Oculto, resultando na prisão de sete pessoas no Rio de Janeiro. A ofensiva tem como foco desmantelar uma quadrilha especializada no roubo, adulteração e comercialização clandestina de veículos na capital fluminense.
Ação na Zona Oeste
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na comunidade Jardim Novo, localizada no bairro de Realengo, na Zona Oeste carioca. Para a realização da operação, a segurança pública mobilizou cerca de 360 agentes e contou com o suporte de dois veículos blindados.
Investigação digital
O caso começou a ser desvendado após a identificação de anúncios suspeitos em redes sociais, onde automóveis de alto padrão eram oferecidos por valores muito abaixo da média de mercado. As apurações apontaram a existência de uma “estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas, suporte financeiro e possíveis conexões com o tráfico de armas de uso restrito”, informou a Polícia Civil em nota.
Para enganar os compradores e burlar a fiscalização, a organização criminosa utilizava dados de veículos legalizados, conferindo uma falsa aparência de regularidade aos bens. Além disso, os criminosos aceitavam encomendas por modelos específicos, evidenciando “uma ligação direta entre a demanda do mercado clandestino e a prática de roubos de automóveis na região”, de acordo com a corporação.
Combate ao crime organizado
“A ação conjunta das polícias Civil e Militar busca desarticular a estrutura criminosa, responsabilizar seus integrantes e aprofundar as investigações sobre as conexões entre roubos de veículos, adulteração de identificadores, comercialização clandestina pela internet e tráfico de armas. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos”, acrescentou.
A primeira etapa da ofensiva ocorreu em agosto, oportunidade em que as autoridades cumpriram 37 mandados de busca e apreensão e efetuaram a prisão de um indivíduo apontado como peça-chave do esquema. A partir da análise de aparelhos eletrônicos apreendidos, os investigadores examinaram 19.777 mensagens e 2.324 áudios que revelaram negociações envolvendo fuzis AK-47, armamentos de calibre .50 e pistolas de uso restrito.
















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