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Terceiro dia de ameaças de bomba provoca caos na Europa com ao menos 12 voos desviados

Terceiro dia de ameaças de bomba provoca caos na Europa com ao menos 12 voos desviados

Pela terceira vez nesta semana, uma onda de ameaças de bomba contra aviões por toda a Europa provocou caos no tráfego aéreo nesta sexta-feira, 6, com ao menos 12 voos desviados. O ministro das Relações Exteriores da Espanha afirmou que o continente parece estar enfrentando uma “agressão híbrida e uma forma de guerra psicológica”.

Alertas falsos já haviam causado transtornos em voos em ao menos 16 países europeus na quinta-feira 5, forçando pousos não planejados e levando caças a escoltar ou interceptar outras aeronaves — uma escalada significativa após uma primeira onda de ameaças, ocorrida na terça-feira 3.

Nenhum artefato explosivo foi encontrado, e todas as aeronaves pousaram em segurança. A Dinamarca e a República Checa, que registraram ameaças nos aeroportos de Copenhague e Praga, respectivamente, afirmaram estar investigando ao menos nove casos de ameaças, que não resultaram em alterações significativas nos cronogramas dos voos. O aeroporto dinamarquês declarou que está “operando normalmente”.

Segundo a agência de notícias Reuters, um voo da Wizz Air, que seguia de Praga para Roma, foi desviado para Veneza, onde pousou em segurança; um outro, da Ryanair, que fazia a rota de Roma para Lisboa, desencadeou uma operação de segurança no momento do pouso. Já o gabinete do primeiro-ministro da França comunicou que quatro novas ameaças de bomba foram feitas contra aeronaves no espaço aéreo francês; todas pousaram em segurança.

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Ataque ‘híbrido’ coordenado

As ameaças ao longo desta semana apresentaram características de um “ataque híbrido” coordenado, segundo especialistas, embora não se possa descartar a possibilidade de que indivíduos ou grupos estejam apenas imitando as ameaças ou agindo por motivações pessoais.

Embora nenhum país tenha apontado um responsável, os casos vieram após uma série de atos de sabotagem e tentativas de ataque por toda a Europa — incluindo subestações elétricas na Alemanha, instalações ligadas à defesa na região do Báltico, sistemas de refrigeração em supermercados na França e em outros locais, além do aeroporto de Leipzig, na Alemanha.

Muitas autoridades associaram a campanha ao apoio europeu à Ucrânia na guerra contra a Rússia, acusando Moscou de promover uma campanha de “guerra híbrida” — ações de baixo custo, que podem ser facilmente negadas ​​e que, ao menos na teoria, não desencadeiam uma resposta bélica.

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O chanceler espanhol, José Manuel Albares, declarou à emissora nacional TVE que, embora leve tempo para determinar exatamente o que ocorreu, “não pode ser mera coincidência que tantos incidentes, com exatamente o mesmo modus operandi, estejam acontecendo por toda a Europa”.

“A suposição mais razoável é que estamos diante de uma tentativa de agressão híbrida e de uma forma de guerra psicológica”, afirmou ele, acrescentando que a Europa precisa estar preparada para mais desafios desse tipo.

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Na quinta-feira, uma fonte aeroportuária na Itália informou que ameaças de bomba, enviadas a diversas companhias aéreas e operadoras de aeroportos em Roma e Milão, teriam partido de “combatentes do ‘Estado Masculino’”, um movimento russo extremista e não oficial que defende o patriarcado e a extrema-direita. Nenhuma outra fonte, porém, confirmou a informação.

Vladislav Pozdnyakov, um blogueiro russo que criou, em 2016, o movimento antifeminista “Estado Masculino” — posteriormente banido na Rússia —, afirmou que o grupo não existe mais e que não teve qualquer envolvimento no caso.

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