A fuga de Flávio Bolsonaro desorganizou a estratégia bolsonarista de oposição ao governo Lula. Parlamentares do campo bolsonarista reclamam de falta de unidade no discurso e de falta de foco nas pautas estratégicas da direita.
Bolsonaristas entendem que o partido deveria estar denunciando o silêncio de Lula diante do recuo do Senado em aprovar a redução da maioridade penal. O presidente se comprometeu com o tema na campanha, mas se omitiu diante da manobra governista no Congresso para retardar a votação da matéria no Senado.
A falta de horizonte econômico ao país, que gera incertezas nos investidores e no setor produtivo, também é citada. Diz um senador bolsonarista:
“O presidente eleito vai completar duas semanas em silêncio, sem falar o que fará para o futuro do país, diante de tantas especulações e problemas econômicos, e a oposição não cobra nada”.
Em tempo, nesta quinta-feira Lula recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e outros integrantes do governo e da base aliada ao petista para discutir as pressões da sociedade por sinalizações claras do governo sobre um possível ajuste fiscal.
Lula fez campanha e foi reeleito sem prometer mudar a cultura de gastos que foi regra no atual mandato. Ainda assim, o ministro Durigan disse, nesta quinta, que vai apresentar ao presidente as medidas de cortes de gastos quando Lula voltar da viagem que fará à Turquia, nos próximos dias.
Durigan também reforçou que a prioridade de Lula é cumprir as promessas de campanha e que outros temas serão debatidos também com economistas e empresários. Em outras palavras, o governo pede paciência até que a viagem internacional de Lula, a primeira de várias, seja concluída.
















Leave a Reply