O mercado acionário brasileiro encerrou a sessão desta quinta-feira, 5, em terreno negativo. Pressionado pela postura do Banco Central na condução da política monetária, o Ibovespa registrou baixa de 0,58%, situando-se no patamar dos 166,5 mil pontos ao término das negociações.
Decisão sobre a Selic e preocupações fiscais
A reação dos investidores ocorreu após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper a sequência de cinco reduções consecutivas e decidir pela manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. O comunicado divulgado pela autoridade monetária ampliou os alertas a respeito do controle de preços.
“Apesar de ter sido algo já esperado, o mercado digere a informação que se tornou realidade no pregão de hoje, dado o comunicado do BC confirmando as incertezas que vêm pela frente, como o risco inflacionário”, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital.
Diante dos juros estagnados em patamar restritivo, o foco do mercado financeiro volta-se agora para as sinalizações do governo federal sobre compromissos com o ajuste das contas públicas.
Dólar em alta e aversão ao risco externo
No mercado cambial, o dólar comercial valorizou e fechou cotado a R$ 5,49. O movimento refletiu o aumento da cautela internacional e o desaquecimento do fluxo financeiro vindo de fora do país.
“Um exemplo disso é o fluxo estrangeiro na nossa bolsa que foi negativo em 12 bilhões de reais, considerando os oito últimos pregões”, diz Xavier.
No cenário global, as praças financeiras enfrentaram oscilações devido a balanços corporativos trimestrais e às apurações das eleições legislativas nos Estados Unidos. O ambiente externo também aguarda a divulgação do payroll, indicador oficial do mercado de trabalho norte-americano que deve nortear as apostas sobre a trajetória de inflação e juros da maior economia do mundo.
Desempenho dos papéis bancários na B3
Entre as empresas de maior relevância no índice, o setor financeiro apresentou comportamentos divergentes ao longo do dia:
O Bradesco (BBDC4) foi destaque negativo com queda de 1,85%, enquanto as ações do Santander (SANB11) encerraram estáveis, no zero a zero. Em contrapartida, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,30% e o Itaú (ITUB4) registrou valorização de 1,06%, amenizando perdas mais expressivas do principal indicador da B3.
















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