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A divisão silenciosa no bolsonarismo que pesa na eleição para a presidência do Senado

A divisão silenciosa no bolsonarismo que pesa na eleição para a presidência do Senado

A disputa pela presidência do Senado expôs uma divisão interna no bolsonarismo que pode comprometer os planos da oposição de conquistar o comando da Casa. Embora o senador Rogério Marinho (PL-RN) tenha oficializado sua candidatura com o apoio de sua bancada, resistências ao seu nome entre integrantes da própria direita dificultam a construção de uma candidatura de consenso. O cenário abre espaço para a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e pode favorecer Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula sua permanência no cargo. A avaliação é do colunista de VEJA Robson Bonin, em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal. (este texto é um resumo do vídeo acima)

“Tem uma divisão silenciosa no bolsonarismo”, afirmou Bonin. Segundo o colunista, a candidatura de Marinho foi lançada em um momento em que senadores e integrantes do PL ainda discutem se ele seria o nome mais adequado para representar a oposição. Além das divergências políticas, questões pessoais também pesam nas negociações. “Muita gente não gosta do Rogério Marinho, do jeito que ele se comporta, da forma como ele trata as questões políticas”, disse.

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Por que Rogério Marinho enfrenta resistência dentro da direita?

Na avaliação de Bonin, o peso das relações pessoais entre senadores pode ser decisivo na eleição, realizada por voto secreto. O colunista observou que Tereza Cristina reúne apoios que não necessariamente seriam transferidos a Marinho caso ela desistisse da disputa. Ao comentar declarações da senadora, destacou que ela própria reconhece a dificuldade de unificar os votos da oposição em torno de um único candidato.

O cenário, segundo Bonin, exige uma articulação que vá além da escolha formal de um representante da direita. “Vai depender muito da forma como a direita vai trabalhar, se vai conseguir buscar uma articulação de consenso”, afirmou. Para o colunista, as diferenças internas podem impedir que a oposição transforme sua força parlamentar em uma vitória na eleição para a presidência do Senado.

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Como Alcolumbre pode tirar vantagem da disputa interna?

Bonin avalia que Davi Alcolumbre pode se beneficiar das dificuldades de seus adversários porque dispõe de uma estrutura de articulação política construída ao longo de sua atuação no Senado. O colunista ressaltou que a disputa pelo comando da Casa envolve interesses que ultrapassam a afinidade partidária, incluindo cargos, verbas e relações de poder.

“A máquina está trabalhando”, afirmou Bonin, ao descrever a influência das estruturas políticas nas negociações. Segundo ele, estão em jogo cargos em Brasília e nos estados, recursos que podem ser liberados e relações estabelecidas entre parlamentares. “Não é só pela amizade que um senador vota”, disse o colunista, ao destacar o peso dos interesses políticos e pessoais na definição dos apoios.

Para Bonin, a dificuldade de construir um consenso pode acabar favorecendo justamente o adversário que a oposição pretendia derrotar. “Nessa briga toda, corre o risco de o Alcolumbre, com a máquina e com a habilidade que ele tem de negociar, tirar alguma vantagem disso”, concluiu o colunista.

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Por que a divisão mudou o discurso da oposição?

Outro efeito da disputa interna, segundo Bonin, é o enfraquecimento momentâneo de uma das principais bandeiras da direita contra Alcolumbre: a crítica à sua atuação em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O colunista lembrou que parlamentares da oposição vinham acusando o presidente do Senado de impedir o andamento de pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

“Com ele no Senado, nada se investiga em relação a ministros do STF, porque a principal prerrogativa do Senado não é cumprida”, afirmou Bonin, ao reproduzir o argumento utilizado por integrantes da direita contra Alcolumbre. Na avaliação do colunista, essa agenda acabou perdendo prioridade diante da disputa entre os próprios grupos oposicionistas.

“Está em curso essa disputa, essa guerra pessoal de poder, em que as alas dentro do bolsonarismo e da direita estão tentando demarcar território para ver quem vai ser mesmo candidato, quem vai ter condições de disputar”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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