O senador eleito por Alagoas, Arthur Lira (PP), criticou severamente a decisão monocrática tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que estendeu em duas horas o prazo de votação em território nacional.
Repercussão da decisão do STF Em entrevista recente, o ex-presidente da Câmara dos Deputados expressou sua indignação com a medida judicial que permitiu que os eleitores votassem até as 19h, apontando graves falhas no processo. “Uma mancha sem precedentes de uma eleição presidencial”, declarou o parlamentar.
Riscos para o pleito Para o político alagoano, o maior entrave gerado pela prorrogação é a divulgação antecipada dos boletins de urna, o que pode desequilibrar a disputa nas urnas. “Acho que o principal problema é que as urnas foram abertas. Já existem estados com resultados sendo expostos, isso influencia quem vai votar. Não é possível que aconteça”, afirmou Lira.
Questionamentos jurídicos A ampliação do horário de votação foi autorizada por Zanin de forma individual após uma solicitação formal apresentada pela coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lira colocou em dúvida a validade do ato e cobrou uma postura mais firme do Tribunal Superior Eleitoral. “O TSE tem que ter maturidade e responsabilidade e tomar posição definitiva. A decisão ao meu ver carece de legalidade absoluta já que foi feita monocraticamente por um ministro da Suprema Corte interferindo em uma Casa que trata das eleições”, disse Lira.
Precedentes anteriores O senador eleito também recordou que, durante o pleito de 2022, um pleito semelhante para estender o horário de funcionamento das seções eleitorais foi negado pela Justiça.
A cobertura jornalística do evento segue acompanhando os desdobramentos políticos, as análises dos especialistas e a apuração dos votos em tempo real.
















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