Escalado para dar vida a um líder religioso em Justino, o ator Bruno Garcia precisou buscar orientação externa para compor o papel, já que não possui vínculos com a igreja evangélica. O longa-metragem explora as interseções entre política e religião no Brasil ao longo de três décadas, cobrindo o período de 1960 até 1990.
Preparação com auxílio de um pastor real Para garantir autenticidade ao personagem, o artista recorreu a um amigo que atua como pastor no cotidiano. O suporte serviu para sanar dúvidas sobre passagens sagradas e a postura adequada diante da congregação. “Quando tinha alguma dúvida em relação a alguma citação bíblica, que a gente dizia no texto ou mesmo a maneira de se comportar em relação aos fiéis, trocava mensagens com o Zé [Barbosa Júnior]. Foi um grande parceiro em me dar algumas instruções e sugestões para que o personagem ficasse cada vez mais fidedigna”, conta à coluna GENTE.
Distinção entre fé e discursos extremistas Durante a preparação para o projeto cinematográfico, Bruno também refletiu sobre a divergência entre a essência do evangelho e a conduta de certos líderes contemporâneos. “Existem muitos evangélicos que são completamente avessos a essa maneira odiosa de levar o que eles dizem ser o evangélico. O evangélico não tem nada a ver com isso, quem é cristão respeita o seu próximo, respeita a religião do seu próximo, mesmo que não seja a sua”, afirma.
Peso histórico da narrativa O projeto artístico aborda um tema sensível e de forte impacto na sociedade brasileira recente. Para o protagonista, assumir esse papel exigiu conscientização sobre a relevância histórica do enredo. “Quando a gente está falando de uma história que envolve um projeto que vem se desenvolvendo nos últimos 40 anos no Brasil, que mistura religião com política, a responsabilidade é elevada a algumas potências. É assunto que precisa ser muito discutido, é um acontecimento importante na história do Brasil e que, infelizmente, vem destruindo o tecido social da nação”, conclui.
















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