Derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto no último domingo, Flávio Bolsonaro esteve na sede de seu escritório jurídico em Brasília na segunda-feira seguinte, logo após receber uma intimação da Polícia Federal para a entrega de seu passaporte.
A promessa falsa e o sumiço
Durante o longo encontro com aliados e defensores jurídicos, o parlamentar assegurou que entregaria o documento de viagem, chegando a agendar um encontro com um de seus advogados para a manhã de terça-feira com o objetivo de honrar o combinado. Contudo, na sequência, ele desligou o telefone e desapareceu.
Temor de prisão e o plano ignorado
A trajetória adotada por Flávio para abandonar o território nacional e os desdobramentos dessa saída repentina deixaram parceiros políticos do filho de Jair Bolsonaro perplexos. A avaliação interna é de que o plano de exílio já estava traçado para o caso de um revés eleitoral diante de Lula. O avanço das apurações da Polícia Federal contra o seu grupo político, em contraste com a estagnação de inquéritos envolvendo petistas, teria pesado na convicção de que ele acabaria preso se permanecesse no país.
Apesar das circunstâncias, as evidências levantadas pela corporação policial até o momento davam margem para que sua defesa técnica estruturasse uma resposta sólida perante o Supremo Tribunal Federal.
Estratégia descartada e futuro político
O planejamento de defesa de Flávio foi concluído ainda na segunda-feira. A tática envolvia teses jurídicas para contestar as ordens da Polícia Federal, acompanhadas de uma ofensiva pública nas redes sociais e na imprensa para denunciar excessos do STF e colocá-lo na posição de alvo de perseguição judicial. Contudo, ele optou por escapar.
Ao abandonar o país e suas responsabilidades para trás, o senador abriu mão da posição de principal figura do movimento bolsonarista. Diante da situação, Jair Bolsonaro, que cumpre pena e enfrenta restrições, tentará contornar os danos provocados pela atitude do filho.
















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