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Cervejas sem álcool da Ambev disparam 43% no Brasil e superam média do setor

Vendas de cervejas sem álcool da Ambev crescem 43%, enquanto mercado avança 4%

A Ambev registrou uma alta de 42,9% no volume de cervejas sem álcool comercializadas no Brasil durante o terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Aceleração no mercado nacional

O ritmo de crescimento superou significativamente os números do primeiro trimestre, quando a categoria havia avançado 15%, além de superar os 30% registrados no acumulado de 2025. Enquanto a companhia disparou no segmento, o mercado brasileiro de cervejas como um todo apresentou um avanço de aproximadamente 4% no terceiro trimestre, conforme dados da Nielsen divulgados pela fabricante. Ao unir o segundo e o terceiro trimestres, a indústria brasileira anotou expansão de 1,3% no volume comercializado frente a 2025.

Portfólio e projeções da indústria

O portfólio da gigante cervejeira voltado para o segmento inclui marcas conhecidas como Brahma 0,0%, Skol Zero Zero e Corona Cero, além da recente novidade Spaten Pro, uma opção escura do estilo Munich Dunkel que conta com 10 gramas de proteína em sua composição.

Essa escalada acompanha um salto histórico no país. A consultoria Euromonitor projeta que o Brasil consumirá 885 milhões de litros de cerveja sem álcool em 2026, montante que representa quase sete vezes o total medido em 2019 e consolida o território nacional como o segundo maior mercado mundial da categoria. Paralelamente, o Anuário da Cerveja, do Ministério da Agricultura e Pecuária, apontou que a produção interna saltou de 119 milhões para 757 milhões de litros entre 2023 e 2024, registrando uma alta impressionante de 537%.

Mudança de comportamento global

O avanço reflete transformações profundas nos hábitos da população, com destaque para as gerações mais jovens em busca de opções sem teor alcoólico. Dados da Neogrid indicam que a fatia dessas bebidas no consumo do país subiu de 2,5% em 2024 para 3,9% em 2026. Nesse mesmo intervalo, o gasto médio por compra subiu de 26 para 32 reais, enquanto o volume médio adquirido passou de 4,6 para 5,5 unidades.

A tendência também se reflete em concorrentes internacionais. No primeiro trimestre de 2026, o volume global de cervejas com baixo teor alcoólico ou sem álcool da Heineken cresceu cerca de 12%, ao passo que a receita global do grupo avançou 1,2%.

Esse novo comportamento do consumidor possui alcance internacional. Um levantamento da Circana revelou que 71% dos frequentadores dos seis maiores mercados europeus estão cortando o consumo de álcool. Nos Estados Unidos, o movimento se repete com 65% dos jovens pertencentes à geração Z afirmando o desejo de beber menos.

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