Após um hiato de três anos longe do Mundial de Ginástica Artística, Rebeca Andrade sagrou-se tricampeã em Roterdã, na Holanda, neste sábado, 24. Com as conquistas recentes na competição, a brasileira entrou para a história ao se tornar a primeira atleta do país a faturar três títulos mundiais na categoria de saltos sobre a mesa.
Desgaste físico e a decisão sobre o solo
O ciclo intenso de preparação para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, culminou com a medalha de ouro na prova de solo, mas também cobrou um preço elevado do físico da campeã. O desgaste acumulado levou a ginasta a abandonar definitivamente as apresentações nessa modalidade específica.
“Mantenho meu pensamento, porque é um aparelho que me desgasta muito, o meu corpo. Eu entendo isso e escolho respeitar isso. O Xico (treinador) também entende que era desgastante para mim, que era sofrido”, explicou.
De olho no Mundial de 2027 e Los Angeles 2028
Mesmo com as restrições em aparelhos que exigem maior esforço físico, a atleta já traçou as metas para as próximas temporadas, incluindo o Mundial de 2027, sediado na China, que funcionará como etapa qualificatória para o evento olímpico nos Estados Unidos.
“Melhorar cada vez mais o salto, voltar a fazer a paralela, voltar a fazer a trave como estava fazendo antes. Vamos para mais, porque o ciclo não acabou e tem muita coisa pela frente”, pontuou a ginasta.
Com um histórico vitorioso e novos recordes estabelecidos na carreira, a principal estrela da ginástica nacional segue adaptando sua rotina de treinamentos para preservar a saúde e continuar acumulando pódios internacionais.
















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