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Alckmin rebate críticas de Trump às eleições e defende o sistema brasileiro

A reação de Alckmin à fala de Trump sobre a eleição no Brasil

O vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin rebateu de forma categórica as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do processo eleitoral brasileiro. A polêmica surgiu quando o líder norte-americano questionou a extensão do horário de votação e sugeriu, sem apresentar evidências, que o pleito teria sido fraudado, alinhando-se ao discurso de Flávio Bolsonaro.

A resposta institucional

Durante entrevista concedida à TV Vanguarda, no interior paulista, Alckmin classificou a manifestação do colega estrangeiro como uma ingerência indevida em assuntos internos.

“Totalmente equivocada, né? Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. O Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”, declarou o vice-presidente.

As críticas de Trump geraram repercussão, especialmente porque o republicano mencionou a prorrogação do prazo de votação realizada pela Justiça Eleitoral no segundo turno.

Comércio exterior e tarifas

No campo econômico, o governo brasileiro busca alternativas para mitigar os impactos das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. Apesar das dificuldades geradas pelo chamado tarifaço, o país registrou marcas históricas em suas vendas externas e mantém o diálogo com a potência norte-americana.

“Encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estado Unidos para ter um bom acordo. Estamos abrindo o mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-União Europeia e estamos bem encaminhados para um acordo Mercosul-Canadá. Mesmo com o tarifaço batemos recorde de exportação”, afirmou Alckmin.

Contradições nas declarações

Apesar de questionar a lisura do pleito, o republicano adotou um tom ambíguo ao comentar sua relação com o governo brasileiro, afirmando que mantém proximidade com o chefe de Estado que comandará o país pela quarta vez.

“Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só pensei que a eleição foi… eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”, pontuou o líder estadunidense, assegurando que não houve preferência por nenhum candidato durante a disputa.

A postura firme do Palácio do Planalto demonstra que o governo brasileiro continuará priorizando a soberania nacional e a expansão de parcerias comerciais internacionais.

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