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Diagnóstico da campanha de Lula revela meta de votos para virada

O diagnóstico interno da campanha de Lula sobre os votos que faltam para a virada

Um documento interno da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva aponta que o petista precisa conquistar mais de 6 milhões de votos na reta final para vencer a corrida presidencial. A avaliação estratégica traz um panorama desafiador para os últimos dias de disputa e busca entender os motivos que levaram a quedas recentes nas pesquisas eleitorais, como o levantamento do Datafolha que indicou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos contra 49% do atual presidente.

O mistério dos eleitores ausentes

O diagnóstico estratégico identifica 3,3 milhões de eleitores que votaram no candidato do PT em 2022, mas que não repetiram a escolha no pleito atual. No entanto, o próprio levantamento admite desconhecer os motivos dessa migração ou como reconquistar essa base. “Não sabemos por que eles saíram e nem o que traz eles de volta”, registra o documento.

Para tentar reverter o cenário no segmento evangélico, onde o candidato do PL registra vantagem superior a 30 pontos percentuais, a coordenação da campanha planeja mobilizar influenciadores religiosos. A diferença pró-adversário também alcança dez pontos percentuais na região Sudeste. Enquanto o petista aposta em anúncios como o programa Pé-de-Meia para universitários, sua equipe busca caminhos para localizar os votos necessários à reação.

O peso da rejeição e da economia

Na avaliação sobre o perfil do eleitorado, os dados mostram que 74% dos eleitores de Flávio votam nele por considerá-lo o melhor nome, enquanto 17% o fazem para derrotar Lula. No campo petista, 83% o veem como a melhor opção e 12% votam com o objetivo de barrar o adversário. Analistas apontam que essa fatia movida pela rejeição tornou-se central, resumida na máxima de que “ganha mais quem perde menos”.

O desgaste na condução da economia ao longo do mandato também foi apontado como fator determinante para as dificuldades eleitorais. Críticos avaliam que o aumento de gastos e a ampliação de benefícios na reta final agravam o quadro fiscal e deixarão uma conta pesada para o futuro. “O desespero eleitoral do presidente Lula vai custar caro”, afirmou o editor Robson Bonin.

Por fim, especialistas apontam que a queda recente de dois pontos percentuais na vantagem do candidato do PL — atribuída por análises internas à estratégia petista focada na defesa de programas sociais — não significou migração automática para Lula. Parte do eleitorado simplesmente recuou do adversário sem declarar apoio ao atual mandatário. “Ele deu um passo atrás em relação ao Flávio, mas não abraçou o Lula”, ponderou o editor José Benedito da Silva, reforçando que esses votos continuam em aberto na disputa.

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