A atuação do Supremo Tribunal Federal deve retornar ao centro das atenções na reta final do segundo turno da corrida presidencial, funcionando como um ponto de desgaste para a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.
Estratégia de campanha contra o petismo De acordo com fontes ligadas à articulação política do candidato Flávio Bolsonaro, a tática consiste em convencer o eleitorado de que magistrados simpáticos ao petismo apenas se recolheram temporariamente para evitar danos à imagem de Lula. A narrativa sustenta que o chamado “sistema” segue articulado nos bastidores da mais alta Corte do país.
A suspeita levantada pela equipe eleitoral envolve a expectativa de novas decisões favoráveis ao grupo político e um suposto entendimento para blindar investigações sobre os escândalos envolvendo o Banco Master.
Medidas adotadas pela presidência da Corte Em meio ao receio de exercer influência direta sobre o pleito eleitoral, o presidente do STF, Edson Fachin, acabou congelando apurações cruciais. Os processos relacionados ao Banco Master permanecem retidos em seu gabinete há mais de trinta dias.
Além disso, a presidência segurou o debate sobre a permanência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues — cujo nome aparece em conversas enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. O desfecho sobre a validade das provas extraídas do celular do banqueiro, que atingem membros do tribunal, também foi adiado.
Bastidores tensos entre os magistrados Apesar das manobras adotadas pela cúpula do tribunal para conter a crise institucional ligada ao Banco Master, o ambiente interno permanece altamente desgastado. “Após as eleições, muita roupa suja será lavada em público”, diz um ministro.
















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