O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu Adolfo Sachsida, que comandou o Ministério de Minas e Energia em sua gestão, como sua principal escolha para liderar a pasta da Fazenda em uma eventual vitória de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais. Contudo, a definição definitiva do responsável pela equipe econômica ainda permanece em aberto.
Articulações políticas e outros nomes cotados
Atualmente, o economista já faz parte da coordenação econômica da campanha de Flávio e auxilia na construção de diretrizes para um possível mandato a partir de 2027. A longa relação com a família Bolsonaro e a bagagem na administração federal aumentam seu peso na disputa pela vaga.
Apesar da preferência, Sachsida concorre com outros nomes influentes no mercado financeiro e na política. A lista de cotados inclui Roberto Campos Neto, ex-chefe do Banco Central; Marcelo Kayath, sócio da QMS Capital; e Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, refletindo diferentes correntes dentro da articulação eleitoral.
Trajetória e propostas econômicas
Nascido em Londrina (PR) em 1972, Sachsida possui graduação em Economia e Direito, além de doutorado pela Universidade de Brasília e pós-doutorado pela Universidade do Alabama. Ele é servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997 e ganhou visibilidade ao atuar na Secretaria de Política Econômica sob a gestão de Paulo Guedes, antes de assumir o Ministério de Minas e Energia em maio de 2022.
A principal bandeira do economista é o rigor fiscal por meio do corte de despesas, sem a criação de novos impostos. Suas propostas envolvem a redução de pastas ministeriais, o corte de supersalários no setor público e a implementação de uma nova regra fiscal atrelada à dívida pública.
Em setembro, durante um evento do Lide, Sachsida afirmou que o equilíbrio fiscal poderia ser alcançado em aproximadamente um ano e meio.
Além disso, o economista já afastou a possibilidade de privatizar grandes estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, embora defenda reformulações na governança dessas empresas. A palavra final sobre o comando da Fazenda caberá a Flávio Bolsonaro, que ainda não oficializou sua equipe ministerial.
















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