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Ucrânia volta a bombardear refinarias russas e cobra Washington

Ucrânia retoma ataques contra refinarias russas; Zelensky pede ‘honestidade’ dos EUA

A Ucrânia voltou a alvejar refinarias na Rússia com uma ofensiva direcionada a uma planta na região de Riazan, conforme relato divulgado pelo governador local nesta quinta-feira, 15. A investida marca o fim de um breve período de paralisação nesses alvos, adotado após o anúncio feito no domingo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de uma suposta “trégua energética” entre Moscou e Kiev, medida que o líder americano justificou para tentar conter o encarecimento do diesel no mercado internacional.

Reações e cobranças de Zelensky

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia manifestado grande insatisfação diante das ofensivas contínuas de Moscou contra o setor energético de seu país, as quais deixaram 600 mil cidadãos sem eletricidade na quarta-feira. Diante disso, o mandatário advertiu que Kiev não manteria a suspensão de suas ações ofensivas por prazo indeterminado caso o Kremlin não demonstrasse reciprocidade. Em postagem nas redes sociais nesta quinta-feira, o líder cobrou que Washington adote uma postura firme e não apoie o Kremlin.

“Precisamos de HONESTIDADE de nossos parceiros sobre esta guerra: é importante que todos, nos Estados Unidos, fiquem não do lado do agressor, mas do lado de nossos esforços para proteger vidas, pôr fim a esta guerra e garantir a segurança”, escreveu no X, usando letras maiúsculas ao estilo do presidente americano Donald Trump.

Problemas com a tecnologia Starlink

Além do atrito diplomático, o governo ucraniano apontou recentemente que a SpaceX, empresa comandada por Elon Musk, teria imposto restrições no uso do Starlink que prejudicaram diretamente as missões com drones e a logística das tropas na linha de frente. De acordo com o governo de Kiev, as alterações operacionais foram aplicadas de surpresa, afetando um recurso vital para as comunicações militares desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.

Conforme explicou Serhiy Beskrestnov, assessor do presidente ucraniano, a empresa passou a limitar o funcionamento dos terminais da versão militar do serviço, o Starshield, quando os equipamentos estão em movimento a velocidades superiores a 160 quilômetros por hora. “Nossas forças de defesa não receberam nenhum aviso sobre essa limitação, e isso levou à interrupção de várias missões”, escreveu o assessor no Telegram.

Crise diplomática e mercado de energia

Esse cenário de atritos ocorre em um momento de escalada nas divergências entre Kiev e a administração americana. Recentemente, Trump revelou um acordo voltado ao fornecimento de diesel russo para os Estados Unidos e suspendeu provisoriamente barreiras ligadas às vendas internacionais do derivado de petróleo, gerando temores na Ucrânia quanto à redução da pressão econômica imposta ao governo de Vladimir Putin.

O clima de incerteza diplomática se intensificou após o líder da Casa Branca sugerir no último final de semana que a Ucrânia deveria substituir Zelensky. As declarações geraram dúvidas sobre a continuidade do respaldo americano, agravadas por bombardeios russos com mísseis balísticos em direção à capital ucraniana que pegaram o país de surpresa, embora o governo norte-americano tenha negado qualquer corte no fluxo de inteligência compartilhado com Kiev.

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