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Senadores que ficaram de fora da votação da PEC do fim da escala 6×1

Os seis senadores que se ausentaram ou não votaram a favor do fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da jornada de trabalho no modelo escala 6×1 avançou com força no Congresso Nacional. O texto recebeu 75 votos favoráveis em duas instâncias no Senado, contando inclusive com o apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com 81 cadeiras na Casa legislativa, seis políticos ficaram de fora do placar final por ausência ou manifestação contrária.

O único voto contrariando a maioria

Entre os parlamentares, apenas o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) registrou voto contrariando a maioria. O ex-vice-presidente da República de Jair Bolsonaro exerceu seu direito de voto na sessão decisiva.

Ausências de destaque no Partido Liberal

Além do voto contrário, quatro parlamentares do PL optaram por não comparecer à votação, ficando sem registro formal de posicionamento. A lista inclui figuras de peso da política nacional.

O grupo de ausentes contou com Ciro Nogueira (PP-PE), além dos liberais Marcio Bittar (PL-AC), Rogério Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR). O comando da Mesa Diretora também influenciou o painel de votação.

A situação da presidência e as justificativas

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) deixou de participar por ocupar a presidência do Senado, seguindo o regimento interno que restringe o voto do chefe da mesa condutora dos trabalhos.

Por meio de nota oficial, Sergio Moro justificou a abstenção ao afirmar que a medida exigia maior debate com a sociedade. “Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo. O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate. Por esse motivo, optei por não votar a proposta da assim denominada PEC 6 por 1”, declarou o senador.

Por outro lado, Marcio Bittar adotou tom eleitoral nas redes sociais após a aprovação, ignorando a própria ausência e associando o avanço da pauta à figura de Flávio Bolsonaro. “O fim da escala 6×1 foi aprovado no senado! Tudo porque teve apoio do nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro. Agora o trabalhador terá mais tempo para descansar! Vote em quem pensa no trabalhador”, publicou no X.

Rogério Marinho, autor de uma alternativa legislativa focada na remuneração por hora trabalhada, também não esteve presente, embora tenha enfrentado internação hospitalar dias antes da votação. Já Ciro Nogueira optou pelo silêncio e não se pronunciou sobre o caso após o encerramento da sessão legislativa.

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