O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta terça-feira 13, durante evento da Confederação das Associações Comerciais do Brasil em São Paulo, que sua liderança na corrida presidencial frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) provocou uma queda de dois pontos percentuais nas taxas de juros futuros. Segundo o parlamentar, esse movimento gerou uma economia multibilionária aos cofres nacionais. “A dívida federal chegou a 11 trilhões de reais”, disse. “Numa conta rápida, a queda dos juros futuros representa 220 bilhões de reais que serão liberados no Orçamento.”
Cenário de desconfiança fiscal
Para o candidato, o cenário atual reflete uma forte “crise de credibilidade” provocada pelo ceticismo dos investidores em relação à atual política fiscal do governo federal. Enquanto o excesso de gastos públicos estimula a inflação sem o devido apoio à produtividade empresarial, o avanço da dívida pública obriga o mercado a cobrar prêmios de risco cada vez maiores para financiar a máquina estatal. O resultado desse processo é a elevação das taxas de juros, o que trava a economia, encarece o endividamento familiar e amplia as despesas com a dívida do país.
Críticas contundentes à gestão federal
Durante sua participação no evento paulista, o senador também responsabilizou diretamente o atual chefe do Executivo pela situação econômica enfrentada pelos brasileiros. “O problema do Brasil se chama Lula”, afirmou Flávio. “Me perguntam de onde vou tirar os gastos. Eu vou começar tirando o Lula”. O parlamentar argumenta que a dívida pública saltou de 72% para 83% do produto interno bruto ao longo da gestão de seu principal adversário político.
Indicadores negativos e poder de compra
A campanha do senador aponta ainda que o atual mandato presidencial deixa como herança uma série de marcas negativas na economia, incluindo volumes recordes de falências, pedidos de recuperação judicial de empresas e o endividamento generalizado das famílias. “Um governo gastador diminui o poder de compra das pessoas”, afirmou. Para o candidato, a contenção dos juros pagos pela dívida federal abrirá o espaço orçamentário necessário para impulsionar o desenvolvimento nacional.
















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