O governo federal avalia a criação de ferramentas financeiras para amparar corporações que venham a sofrer impactos negativos com o encerramento da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso. A medida foi promulgada pelo Legislativo em decorrência de forte pressão exercida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que articula apoios visando a sua campanha à reeleição na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual líder nas intenções de voto para o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro.
Em entrevista à emissora de TV Bandeirantes, Durigan afirmou que “é possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito”.
Impacto econômico e críticas do setor produtivo O avanço célere da proposta no Congresso gerou forte resistência entre empresários, que apontam riscos de encarecimento de produtos e serviços que devem chegar ao consumidor final. Projeções indicam que a queda na carga horária semanal de 44 para 40 horas pode gerar uma retração de 0,47% na produtividade geral do país. Determinados segmentos, contudo, enfrentarão saltos expressivos nos gastos operacionais, como o setor de vigilância, que pode registrar alta de 5,5%, e a área de saúde, com acréscimo estimado em 2%.
Suporte governamental e transição Durante sua participação na emissora, o representante da economia não especificou os mecanismos exatos de compensação para os nichos mais afetados, mas pontuou que o Palácio do Planalto já projeta “uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6×1”.
Assumindo o papel de porta-voz da área econômica na corrida eleitoral do atual mandatário, o ministro desdenhou dos reflexos negativos da mudança trabalhista para o empresariado, argumentando que haverá apenas um “ônus minoritário” restrito a “alguns empresários”.
















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