O governo dos Estados Unidos avalia recorrer à sua maior arma não nuclear contra o Irã caso o presidente Donald Trump decida retomar os confrontos militares, diante de impasses nas negociações para um cessar-fogo no Oriente Médio.
Estratégia militar e alvos estratégicos
A arma em questão é a GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), amplamente conhecida como “Mãe de Todas as Bombas”. De acordo com informações divulgadas por uma emissora norte-americana com base em relatos de autoridades do governo, o armamento seria direcionado a complexos nucleares e centros de infraestrutura energética de Teerã.
Apesar da cogitação, integrantes da própria administração federal expressaram ceticismo quanto à utilidade real do explosivo, principalmente em razão das estruturas fortificadas e subterrâneas do território iraniano. Sobre essa limitação técnica, uma fonte a par das discussões afirmou à emissora que a MOAB serve para “limpar grandes áreas, mas não para muito mais”.
Historicamente, o equipamento foi utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos em 2017 no Afeganistão, atingindo posições do grupo Estado Islâmico em uma rede de abrigos e túneis subterrâneos e resultando na morte de mais de 90 pessoas. Contudo, especialistas apontam que aquelas passagens possuíam uma construção bem mais rudimentar do que os complexos militares atuais do regime iraniano.
Cenário político e negociações em curso
Mesmo com os estudos estratégicos em andamento, a diretriz oficial da administração Trump aponta para a ausência de novas ofensivas militares antes das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms e agendadas para o dia 3 de novembro. O chefe do Executivo norte-americano também afirmou publicamente que o país mantém canais de diálogo abertos com a nação persa.
“Quero deixar claro a todos que não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. “Estamos tendo conversas produtivas com a República Islâmica do Irã”, acrescentou o mandatário, sem entrar em maiores pormenores sobre o estágio atual das tratativas diplomáticas.
Impacto econômico e crise de popularidade
O conflito regional, deflagrado em 28 de fevereiro por meio de investidas conjuntas de Washington e Israel contra o território iraniano, gerou forte volatilidade nos mercados globais. A turbulência no Estreito de Ormuz — rota vital para o escoamento internacional de petróleo — somada às hostilidades entre rebeldes hutis do Iêmen e a Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo, provocou uma escalada expressiva nos valores dos combustíveis.
Como consequência direta desse cenário inflacionário, impulsionado por um encarecimento superior a 30% no preço da gasolina, o índice de aprovação popular de Trump recuou para 32%, conforme apontado por um levantamento da Reuters/Ipsos divulgado em uma segunda-feira dia 5. Na mesma pesquisa, o eleitorado registrado indicou preferência de 44% a 37% por candidatos do Partido Democrata em detrimento dos republicanos para o pleito legislativo de novembro.
















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