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Ataque ao aeroporto internacional de Riade deixa 12 mortos e 309 feridos

Ataque ao aeroporto da Arábia Saudita deixa ao menos 12 mortos

Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 309 ficaram feridas, algumas em estado grave, após uma ofensiva atingir o aeroporto internacional de Riade neste sábado, 10. A informação foi confirmada por órgãos da aviação civil da Arábia Saudita, que detalharam que entre as vítimas fatais estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês.

Mobilização de emergência e pânico

Diante da gravidade da situação, autoridades de saúde mobilizaram equipes médicas em caráter urgente para atender à ocorrência. O impacto gerou cenas de desespero entre os passageiros que aguardavam embarque. Uma das pessoas presentes no terminal relatou o momento de tensão: “Eu estava no portão 403. Vi como atingiram o 401, vi feridos (…) Todo mundo corria”.

Uma fonte diplomática apontou que o terminal foi atingido por um projétil disparado pelos rebeldes hutis do Iêmen por volta das 15h no horário local. “Os hutis estão atacando alvos civis”, declarou o representante diplomático. Até o momento, o grupo rebelde não reivindicou a autoria direta da ação.

Repercussão internacional e alertas

O incidente levou representações diplomáticas de diversos países a agirem rapidamente. A embaixada dos Estados Unidos emitiu um aviso para que seus compatriotas fiquem longe da região. Questionado sobre o envolvimento americano, o presidente Donald Trump afirmou que decidirá “muito em breve” se seu país participará dos ataques da Arábia Saudita contra os hutis.

Governos do Canadá, da Alemanha e da Espanha também publicaram recomendações de segurança. A representação diplomática espanhola utilizou as redes sociais para alertar sobre um “novo ataque (…) dos hutis”. Funcionários de missões estrangeiras tiveram os deslocamentos para o terminal aéreo proibidos durante os próximos sete dias.

Escalada no conflito iemenita

O episódio ocorre em um momento de acirramento das tensões no Oriente Médio, impulsionado pelo término de uma trégua de quatro anos mediada pela Organização das Nações Unidas. A Arábia Saudita comanda uma coalizão militar em apoio ao governo do Iêmen, que recentemente iniciou uma contraofensiva para retomar territórios na costa oeste.

Enquanto forças governamentais avançam na direção do Estreito de Bab el Mandeb — rota crucial para o escoamento global de petróleo —, os hutis afirmam ter contido a investida militar. Devido ao acesso severamente restrito na região em disputa, os relatos divulgados por ambas as partes ainda não puderam ser verificados de maneira independente.

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