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Cleitinho responde rótulo de esquerdista após apoiar fim da escala 6×1

A resposta de Cleitinho, governador eleito de MG, ao ser chamado de ‘esquerdista’

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito em primeiro turno para comandar o estado de Minas Gerais a partir de 2027, precisou lidar com críticas nas redes sociais após defender o fim da escala de trabalho 6×1. Apesar de se declarar de direita e apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República, ele foi rotulado por internautas como um político de esquerda devido à sua posição sobre a jornada trabalhista.

Vitória histórica nas urnas mineiras Cleitinho Azevedo foi eleito governador de Minas Gerais no último domingo, 4, com 6.321.590 votos, o equivalente a 55,40% do total — mais do que o dobro de seu principal adversário, o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG). Ele surpreendeu por conseguir a vitória já no primeiro momento, mesmo a disputa estando inflada de candidatos, onze ao todo.

Motivação pessoal e crítica aos privilégios Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, o futuro governador fez uma ampla defesa do fim da 6×1, pauta que já vinha defendendo nos últimos meses. Ele explicou que tomou essa posição por já ter trabalhado como feirante em rotinas tão pesadas quanto essa.

“Quando eu estava no varejão, que eu trabalhava com a minha família, eu trabalhava de segunda a segunda, 7×7. Eu estou fazendo isso, eu defendo muito [o fim da 6×1], porque, desde que eu me entendo por gente, nunca vi o meu pai… Meu prazer quando tive a oportunidade de ter um salário melhor foi poder dar um descanso para o meu pai. E na hora que eu fui dar esse descanso, o meu pai morreu. Eu passei por isso. Eu sei o que é trabalhar 7×7. Estou fazendo isso pelo meu pai, porque eu não o vi descansar”, comentou o senador com a voz embargada de choro.

O parlamentar também direcionou críticas a outros políticos conservadores que rejeitam a proposta de alteração na jornada.

“Quando eu vejo um político falando que é contra [o fim da 6×1], tendo plano de saúde vitalício, apartamento funcional, carro oficial, direito a motorista, ganhando 40 mil [reais], e o trabalhador ganhando 1.600 reais… Político não tem moral de falar isso (…). Um político que faz uma escala como a que eu faço no Senado, de 2×5, trabalhar terças e quartas-feiras… Quem de verdade é o patrão é o povo, não é o político. Político tem quer servir ao povo”, completou Cleitinho.

A reação nas redes sociais e a tréplica Nos comentários da publicação do veículo mineiro de imprensa, uma internauta afirmou que o senador, na opinião dela, vai descobrir que não é de direita, mas sim de esqerda. “[Estou] Ansiosa pelo dia em que o Cleitinho vai descobrir que é de esquerda!”, escreveu.

Em resposta à usuária, o senador afirmou que rejeita a divisão ideológica e que tenta adotar medidas justas para os cidadãos.

“Não. Agrado os dois lados. Eu busco ser justo! E tire do seu coração que existem dois lados, existe um só povo, e estou aqui para governar para todos”, declarou.

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