Haley Stevens, uma deputada democrata de Michigan, nos Estados Unidos, decidiu declarar apoio de última hora ao candidato republicano ao Senado, Mike Rogers. A declaração gerou grande repercussão por ocorrer 48h antes das chamadas midterms, eleições de meio mandato que colocarão em disputa assentos cruciais no Congresso americano na terça-feira, 3.
A mudança de lado aconteceu devido a um desentendimento com a equipe de Abdul El-Sayed, candidato que derrotou Stevens por uma margem apertada nas primárias, em que democrata concorre contra democrata para tornar-se representante oficial da legenda.
A desavença entre os dois, gestada durante a disputa, se acirrou devido a uma propaganda política que atribuía o aumento da inflação nos Estados Unidos ao apoio militar americano a Israel durante a guerra em Gaza. Irritada, Stevens anunciou que só compareceria a um evento de campanha de El-Sayed caso ele denunciasse a peça, que foi publicada por um grupo terceiro. No entanto, em resposta, a equipe de El-Sayed desconvidou-a do evento.
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De acordo com a imprensa americana, foi aí que a democrata decidiu declarar apoio ao candidato republicano ao Senado no estado, Mike Rogers. A atitude foi aplaudida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou Stevens em uma publicação na plataforma Truth Social como uma “democrata altamente respeitada”.
Além disso, durante um comício no domingo em Dubuque, no Iowa, Trump elogiou o gesto da parlamentar e fez um convite aberto para que Stevens se filie ao Partido Republicano.
“Foi algo incrível… Eu adoraria que ela se juntasse ao Partido Republicano. Acho que isso pode acontecer”, declarou o presidente americano.
Reação do Partido Democrata
A reação das lideranças democratas foi imediata e dura. Chuck Schumer, líder dos democratas no Senado, classificou a atitude de Stevens como “uma traição desprezível”, afirmando nas redes sociais que a sigla segue unida no apoio a El-Sayed por saber que ele lutará pelos interesses econômicos das famílias trabalhadoras no Michigan, ao contrário de Rogers, a quem descreveu como “fantoche de Donald Trump”.
A californiana Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara, afirmou nas redes sociais que Stevens “optou por trair perigosamente a saúde, as liberdades e o futuro das famílias de Michigan com seu apoio horrível”. Da mesma forma, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, declarou que a vida da classe trabalhadora está em jogo nesta eleição e acusou Stevens de traição por apoiar justamente o republicano contra quem planejava concorrer.
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No âmbito estadual, o presidente do Partido Democrata de Michigan, Curtis Hertel, afirmou publicamente que Stevens não é mais membro do partido nem voltará a ser no futuro. Já a deputada estadual Debbie Dingell enfatizou que os eleitores do estado estão preocupados com questões reais como custo de vida, saúde e moradia, e não com os “esforços contínuos da congressista Stevens para chamar a atenção”.
Em declarações ao programa MS Now no domingo, Abdul El-Sayed incentivou os eleitores indecisos a se unirem a ele para proteger a democracia, argumentando que a verdadeira divisão política não é entre esquerda e direita, mas sim entre as pessoas excluídas e aquelas que as excluem.
















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