O automobilismo mundial presenciou um feito histórico neste domingo, 1º. Ao cruzar a linha de chegada na terceira colocação no GP da Cidade do México, Kimi Antonelli garantiu por antecipação a taça mundial de pilotos e estabeleceu um recorde absoluto: aos 20 anos, tornou-se o mais jovem campeão de todos os tempos na Fórmula 1.
Estratégia certeira e quebra de jejum histórico
Pilotando pela Mercedes, o competidor encerrou uma longa seca para o seu país natal, consagrando-se como o primeiro piloto da Itália a vencer o mundial desde Alberto Ascari, que triunfou no início da década de 1950. A prova foi vencida pelo holandês Max Verstappen, que largou da quinta colocação e escalou o pelotão para triunfar, seguido pelo monegasco Charles Leclerc em segundo.
O resultado do prodígio italiano foi construído com paciência no Autódromo Hermanos Rodríguez. A equipe optou por esticar o primeiro trecho de prova, mantendo Antonelli na pista o máximo possível à espera de neutralizações. A aposta rendeu frutos quando o Safety Car foi acionado justamente após a sua parada nos boxes.
Interrupção e desfecho da corrida mexicana
A etapa, bastante movimentada, chegou a ser suspensa com bandeira vermelha devido a uma batida violenta de Valtteri Bottas contra as barreiras de proteção. O incidente exigiu trabalhos de reparo na pista. No reinício, as posições da frente permaneceram consolidadas, com Verstappen na ponta, Leclerc em segundo e o jovem italiano resguardando o posto no pódio. O brasileiro Gabriel Bortoleto concluiu a disputa no 12º lugar.
Matemática do campeonato definida com antecedência
Para assegurar a taça sem depender do desempenho dos adversários, o jovem precisava de pelo menos um nono lugar. Com o pódio, Antonelli atingiu a marca de 380 pontos na tabela de classificação. A vantagem sobre o vice-líder Verstappen chegou a 119 pontos, margem inalcançável considerando que restam quatro etapas e somente 100 pontos em disputa.
Mesmo diante de um eventual abandono do italiano, o encerramento antecipado da disputa era provável, já que apenas vitórias de George Russell ou Lewis Hamilton forçariam a decisão para as próximas etapas. A probabilidade do título, que era de apenas 2,8% na rodada anterior realizada nos Estados Unidos, disparou para 93,71% antes da largada em solo mexicano, segundo estimativas matemáticas da UFMG.
Com o campeonato já decidido em favor do piloto da Mercedes, o circo da Fórmula 1 desembarca agora na capital paulista para o GP do Brasil, disputado no Autódromo de Interlagos entre os dias 6 e 8 de novembro.
















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