A Chilli Beans, referência no comércio nacional de óculos e acessórios, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial voltado à reestruturação de R$ 340 milhões em compromissos com instituições financeiras. Construído em alinhamento com os principais credores, o acordo visa estabelecer novos termos de pagamento e assegurar estabilidade operacional para a empresa.
Injeção de capital e limites da renegociação
O processo prevê uma injeção de até R$ 50 milhões em novos recursos para subsidiar a reorganização interna da companhia. A operação é capitaneada por Itaú, Akron e Vega, que atuam na condição de credores de referência.
A negociação restringe-se exclusivamente aos débitos bancários. Obrigações com colaboradores, fornecedores e parceiros comerciais permanecem de fora do processo e seguem os trâmites habituais de pagamento.
Pressões de caixa e impasses com debêntures
A formalização da recuperação extrajudicial ocorre na esteira de outros desafios no fluxo de caixa da rede. Recentemente, a empresa precisou negociar uma extensão até 26 de outubro para equacionar R$ 89 milhões em debêntures.
O quadro de tensão com investidores havia se agravado após o atraso de R$ 16,5 milhões referentes a parcelas de julho e agosto. Na ocasião, os detentores dos títulos aceitaram suspender momentaneamente o direito de exigir a liquidação imediata da dívida total.
Projeções e foco na expansão
Com uma rede que soma cerca de 900 pontos franqueados espalhados pelo país, a marca se aproxima do seu trigésimo aniversário, previsto para 2027, mantendo metas de crescimento no horizonte.
Fundador da companhia, o empresário Caito Maia reforçou a confiança na sustentabilidade do negócio diante do cenário macroeconômico adverso: “Este tem sido um período desafiador para o varejo brasileiro. Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros”, afirmou.
















Leave a Reply