Riachão-Ma

Bom para se visitar, melhor para se morar!

Advertisement

Incêndios na Indonésia geram mais de 3,5 mil mortes por poluição

Poluição matou mais de 3.500 pessoas em um mês durante incêndios na Indonésia

A fumaça decorrente de meses de queimadas florestais na Indonésia provocou cerca de 3.560 óbitos no país do Sudeste Asiático somente no mês de setembro, conforme aponta uma pesquisa científica divulgada na última sexta-feira, 30.

Impacto na saúde pública

Durante esse mesmo período, 57,8 milhões de pessoas ficaram expostas a uma atmosfera com qualidade classificada entre insalubre e perigosa, segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA), instituição sediada em Helsinque.

“O agravamento da qualidade do ar devido aos incêndios florestais e de terras na Indonésia elevou o número estimado de mortes a 3.560 casos em setembro de 2026, o que representa o dobro da estimativa de agosto”, afirma um comunicado do CREA.

Metodologia e regiões afetadas

O levantamento contabilizou os falecimentos decorrentes da exposição breve à poluição por partículas finas em suspensão com diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrômetros (PM2.5), cujos reflexos nocivos ocorrem poucos dias após a inalação. Os impactos mais severos concentraram-se na porção indonésia da ilha de Bornéu, além de Sumatra, Java e na região oriental da nação.

Adicionalmente, os analistas investigaram a contaminação atmosférica gerada por fontes urbanas e industriais, identificando outras 1.750 vítimas fatais no mesmo mês. Somando os fatores, o total de óbitos alcançou 5,3 mil em um território que abriga 278 milhões de habitantes.

Reações diplomáticas e jurídicas

Frente à gravidade da crise ambiental que atingiu toda a região, o primeiro-ministro de Singapura, Lawrence Wong, declarou que o governo pretende acionar judicialmente as companhias ligadas aos focos de fogo. A legislação singapuriana sobre poluição transfronteiriça, válida desde 2014, autoriza a punição de empresas sediadas no país cujas operações no exterior gerem poluição extrema.

Apesar da ferramenta legal, o rastreamento dos culpados esbarra na necessidade de cooperação internacional para obtenção de mapas e dados de calor, além de complexos conflitos sobre a posse de terras. Atualmente, quatro companhias da Indonésia seguem sob investigação por ligações com a catástrofe de névoa tóxica ocorrida em 2015.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *