Riachão-Ma

Bom para se visitar, melhor para se morar!

Advertisement

Alessandro Vieira condena plano de Flávio de liderar nos EUA

‘Não existe liderança EAD’, diz senador e ex-delegado sobre fuga de Flávio

A tentativa de comandar uma frente oposicionista no Brasil a partir do exterior não encontra sustentação prática na avaliação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parlamentar e ex-delegado de polícia reprovou com veemência a decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o país após o pleito presidencial para tentar articular a oposição em solo norte-americano. Para Vieira, a postura do filho do ex-presidente é incompatível com o papel que almeja desempenhar: “Não existe liderança EAD, não existe liderança à distância”.

Contestação sobre perseguição política

O argumento de que a viagem aos Estados Unidos teria sido motivada por perseguição e pela defesa da própria liberdade foi categoricamente descartado pelo senador sergipano. Vieira pontuou que o cenário nacional não corrobora essa narrativa de cerceamento generalizado. “Não dá para dizer que o Brasil é uma ditadura e que eu só posso falar se eu fugir do Brasil”, afirmou.

De acordo com o congressista do MDB, as suspeitas que pesam sobre Flávio não decorrem de sua atividade partidária, mas sim de investigações anteriores ligadas a casos de rachadinhas e lavagem de dinheiro. Além disso, Vieira observou que o grupo político bolsonarista segue plenamente ativo no país, com ampla bancada no Congresso Nacional e familiares do ex-presidente em solo brasileiro. “Então, como é que você está isolado e tem que fugir? Não corresponde à realidade, não bate com a realidade”, questionou.

Críticas à carta sobre a eleição

Outro alvo das críticas de Alessandro Vieira foi a manifestação pública divulgada por Flávio logo após sair do território nacional, na qual punha em dúvida o resultado do processo eleitoral. O parlamentar ressaltou a gravidade da minuta inicial elaborada pelo senador.

“Acho que fui a primeira pessoa no plenário a falar sobre ela. Quando veio a notícia surgindo, num primeiro momento, ela é vergonhosa. Especialmente a primeira versão, onde ele se declarava presidente eleito”, afirmou. Vieira pontuou ainda que o texto foi modificado ao longo do tempo, embora tenha afirmado não saber qual é o teor mais recente da publicação.

Questionamentos jurídicos e respeito às urnas

Apesar da forte reprovação à conduta do colega de Senado, Vieira estabeleceu uma divisão clara entre questionamentos jurídicos válidos e a simples recusa em reconhecer a vontade das urnas. O congressista declarou que é legítimo debater perante a Justiça tópicos como abuso de poder político e econômico, uso de algoritmos em plataformas digitais e interferências externas na votação.

O parlamentar relembrou inclusive suas próprias críticas a decisões tomadas pelos ministros Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques durante o período de campanha, ponderando que tais medidas não tiveram força para reverter o desfecho da eleição. Para o senador, eventuais inconformidades demandam vias legais, não servindo como salvo-conduto para ataques institucion

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *