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Governo dos Estados Unidos demite principal estrategista do Exército

Governo Trump demite principal estrategista do Exército, diz imprensa americana

O governo dos Estados Unidos desligou o tenente-general Brett Sylvia, principal estrategista do Exército norte-americano, conforme divulgado por veículos da imprensa dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 29. A decisão integra uma ampla reformulação conduzida no Pentágono pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, enquanto a administração do presidente Donald Trump avalia novas ofensivas militares direcionadas ao Irã.

Acusações de vazamento de informações sigilosas Segundo a emissora CBS News, Sylvia, que exercia a função de comandante de estratégia, planejamento e política do Estado-Maior Conjunto, teria sido acusado de repassar dados confidenciais à imprensa referentes à guerra no Oriente Médio e ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Uma fonte anônima ouvida pelo canal afirmou que ele não obteve aprovação em três exames de polígrafo sobre supostos contatos com jornalistas, tendo o processo sido remetido ao Departamento de Justiça. No currículo militar, o oficial acumula passagens pelo comando da divisão de ataques aéreos do Exército e de uma unidade no Iraque.

Expurgo no alto escalão militar A saída do estrategista, inicialmente veiculada pela revista The Atlantic, insere-se em um contexto de demissões em massa entre oficiais de alta patente das Forças Armadas desde a posse de Trump em janeiro de 2025. O secretário de Defesa declarou que o país diminuiu em 20% o efetivo de generais e almirantes, justificando a medida como um avanço na “prestação de contas”. Hegseth apontou que os desligamentos atingiram militares contrários às suas diretrizes de manter o foco da caserna estritamente na guerra, combatendo pautas progressistas (“woke“) herdadas de gestões passadas.

Cenário de tensões geopolíticas e articulações diplomáticas Até o momento, nenhum sucessor foi designado para ocupar a vaga deixada por Brett Sylvia, de acordo com informações da The Atlantic. A lacuna na cúpula estratégica ganha relevância diante da possibilidade de Trump ordenar novos bombardeios contra o Irã após as eleições de meio de mandato agendadas para 3 de novembro.

“Talvez façamos outra pequena ‘Fúria Épica‘”, declarou Trump na semana passada, em referência ao nome da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a república islâmica em fevereiro, que desencadeou a guerra.

Desde o início de setembro, operações terrestres de grande escala não foram documentadas, limitando os confrontos atuais a ataques contra embarcações comerciais. Em paralelo, a agência The Associated Press informou que oficiais americanos recomendaram a nações do Oriente Médio que se previnam para uma possível escalada militar pós-eleitoral e contra-ataques iranianos.

Tentativas de negociação e reações de Teerã Em outra frente, o jornal The Wall Street Journal reportou que o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, encaminhou uma correspondência ao Irã para contatar “um dos integrantes da ala mais linha-dura do país para tentar retomar as negociações de paz”.

Apesar da movimentação diplomática, Trump demonstrou ceticismo quanto ao sucesso das tratativas. “Eles (iranianos) precisam de ajuda com suprimentos médicos e outras coisas… (Vance) me perguntou o que eu achava (sobre a carta) e eu disse: ‘Se quiser tentar, tudo bem’”, declarou ele a repórteres.

Do lado persa, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, manifestou-se por meio de sua conta na rede social X (antigo Twitter) na quarta-feira, 28, afirmando que “o Irã continua dando à diplomacia uma chance de ter sucesso”.

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