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Netanyahu apela a Trump e sinaliza retomada de guerra contra o Irã

Às vésperas de eleição, Netanyahu exalta apoio de Trump e sugere retomar guerra com Irã

Em meio a uma disputa parlamentar crucial que pode redefinir o cenário político israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu utilizou um pronunciamento televisivo no domingo, 25, para destacar sua aliança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de sugerir a possibilidade de novos ataques militares contra o Irã.

Apoio norte-americano na reta final da campanha

Durante sua aparição na TV, o premiê enfatizou a proximidade com o líder norte-americano para tentar garantir sua permanência no poder, mesmo diante de recentes divergências entre as administrações. “O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe consigo uma amizade que nunca existiu antes entre um primeiro-ministro israelense e um presidente americano. E é duvidoso que algum dia tenhamos outro presidente tão amigável”, disse Netanyahu em pronunciamento televisionado no domingo, 25. “Ele ainda tem mais dois anos de mandato e pede que vocês votem em mim. ”

Do outro lado, o republicano também utilizou as redes sociais no mesmo dia para pedir votos ao aliado, reforçando a necessidade de concluir a ofensiva militar iniciada no início do ano. “Votem em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro, temos que terminar o trabalho que começamos! ”, escreveu Trump. As ações conjuntas contra o Irã ocorreram em fevereiro, mas os confrontos principais acabaram suspensos meses depois por meio de entendimentos de cessar-fogo negociados sem a presença de Israel.

Estratégia militar e repercussão em Washington

Ao abordar a questão iraniana, Netanyahu condicionou o combate à ameaça daquele país à sua continuidade à frente do governo, mencionando ordens diretas dadas às forças de segurança de seu país. “Eu já instruí o Mossad e as Forças de Defesa de Israel a derrubarem esse regime, porque essa é a única maneira de acabar com essa ameaça”, declarou, citando a inteligência e o exército nacional.

Em Washington, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, foi questionada sobre as falhas e os rumos da política externa. Segundo ela, a avaliação de Trump é de que Teerã sofre com crises econômicas e militares, ressaltando que o embargo americano seguirá ativo e que o escoamento de petróleo no Estreito de Ormuz permanece em volumes recordes. Kelly também enviou uma resposta por e-mail esclarecendo que os Estados Unidos não realizariam ataques contra o Irã antes das eleições legislativas americanas marcadas para 3 de novembro.

Contexto eleitoral e cenário político em Israel

A votação desta terça-feira marca o primeiro teste eleitoral no país desde a ofensiva liderada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que deu início aos conflitos na Faixa de Gaza e a uma série de frentes de batalha. O pleito funciona como um termômetro para a população julgar a gestão da crise de segurança e os desdobramentos bélicos.

Apesar de pesquisas apontarem possível recuo do Likud — legenda liderada por Netanyahu — e ameaçarem a maioria da coalizão que une direita, ultradireita e partidos ultraortodoxos, a oposição ainda encontra obstáculos para consolidar maioria e destituir o premiê, que detém o recorde de permanência no cargo na história do país.

Enquanto isso, a oposição tenta se movimentar. O principal opositor do chefe de governo, Gadi Eisenkot — ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e expoente do centro político —, também recorreu às redes sociais para elogiar o republicano, definindo-o como “um verdadeiro amigo de Israel” e expressando confiança de que Washington manterá a cooperação com qualquer governo escolhido democraticamente pelos eleitores israelenses.

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